A alma de Diego Costa
É o protótipo de jogador que amamos odiar ou que odiamos amar. Quezilento, conflituoso, teatral. Tantas vezes agressivo para os adversários. Outras tantas perdido em queixinhas ao árbitro quando é o mais mal comportado. Desperta aquela vontade de entrar pelo televisor, ou descer ao relvado, para lhe dar dois pares de estalos. Mas o mais provável era que ele reagisse com o dobro da força e da violência.
Diego Costa é uma personagem. Parece viver com o objetivo de irritar outros jogadores e adeptos que não estejam a torcer pela sua equipa. E, apesar de tudo isso, não deixa de ser uma das figuras do futebol mundial. Um dos melhores avançados da atualidade. Com uma carreira construída a pulso. Repleta de sacrifícios. Desde os tempos em que, ainda com 17 anos, abandonou o Brasil para tentar a sorte em Portugal. Andou por Braga e Penafiel. Despertou o interesse do Atlético Madrid e seguiu em sucessivos empréstimos até se afirmar nos colchoneros.
Com Simeone, chegou ao topo e à seleção espanhola. Veio o Chelsea, a glória de um campeonato ganho e os problemas com o técnico Antonio Conte (outro pouco dado a mimos). Regressou ao Atlético e reencontrou o palco ideal para o seu feitio. Esta semana foi a grande figura da supertaça europeia e o principal responsável pela derrota do Real Madrid. No futebol, nunca ninguém lhe deu nada. Lutou por tudo. E ele também não dá nada a ninguém. Em cada bola, em cada lance, em cada discussão. Um animal, no bom e no mau sentido. Um grande jogador, em todos os sentidos.
