A arte de não ter medo

Adicione como fonte preferencial no Google

Uma frase forte no final de uma eliminatória histórica. Bernardo Silva lembrou um dos grandes trunfos do Monaco para ultrapassar o poderoso Manchester City: "Não temos medo de jogar futebol."

O medo, realmente, é coisa que não assiste a este Monaco. Está nos ‘quartos’ da Champions e segue no comando da liga francesa. Uma equipa que joga de peito aberto, com alegria e muita vontade de ser feliz.

Em alguns momentos falta-lhe o cinismo para ‘matar’ o jogo. Parece sofrer de excesso de romantismo, tentando ampliar a vantagem mesmo quando as pernas faltam e os pulmões começam a arder. Mas até nessas alturas, em que ainda revela ingenuidade, mostra a sua coragem. Solta toda a ousadia de jovens como Bernardo (22 anos), Thomas Lemar (21 anos), ou Mbappé, o menino de 18 anos que se tornou no mais jovem de sempre a marcar nas duas mãos da prova milionária.

Do outro lado ficou um Pep Guardiola conformado. O técnico catalão nunca tinha sido eliminado antes das meias-finais. Desiludido, mas não surpreendido. Já antes do jogo tinha deixado rasgados elogios aos meninos talentosos do Monaco: "Os seus extremos, Lemar e Bernardo Silva, são fantásticos. Estou muito impressionado. É bonito e agradável de ver, são solidários. As suas maiores estrelas correm como os jogadores mais humildes."

Humildade, coragem e talento. A mistura explosiva deste Monaco. Uma equipa sem medo, como diz Bernardo. E no caso dele essa é a melhor definição. Sem espaço no Benfica, precisou apenas de três épocas para se assumir como uma das principais figuras do campeonato francês e um dos jogadores mais cobiçados na Europa.

Quem tem medo compra um cão? Nem sempre. Pode contratar um Bernardo e ser feliz no Jardim do bom futebol.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade