A hora de Sérgio

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Não foi primeira opção. Talvez nem tenha sido a segunda. É certo que o FC Porto tentou contratar Marco Silva. Também se sabe que o antigo treinador do Hull City preferiu a continuidade na Premier League, através do Watford, do que um regresso a Portugal, mesmo com a possibilidade de orientar os dragões na Champions. Foi a terceira vez que os caminhos do FC Porto e de Marco Silva se separaram. E antes dele, há quem defenda que Pinto da Costa voltou a pensar num namoro ainda mais antigo: Jorge Jesus. Não será um nem outro. O homem escolhido para tentar devolver o FC Porto aos títulos é Sérgio Conceição. Um campeão enquanto jogador. Alguém que aprendeu a vencer no clube que agora vai orientar. Noutros tempos. Numa altura em que os dragões venciam muitas vezes porque eram melhores do que os outros. Mais organizados, mais disciplinados, com melhores jogadores – Sérgio Conceição era claramente um deles – e uma enorme capacidade de não falhar em momentos decisivos na hora de se isolarem no primeiro lugar ou aumentarem a vantagem para o segundo, algo que falhou claramente com Julen Lopetegui, José Peseiro ou Espírito Santo.

Conceição pode até nem ter sido a primeira escolha (Pinto da Costa tentou amenizar esse facto na apresentação do novo técnico), mas, em teoria, tem muito para dar certo. Pela competência técnica, em primeiro lugar, mas também pelo perfil de alguém que, enquanto jogador, foi um exemplo de raça, querer, garra e ambição. Algo que também consegue passar às equipas que orienta, como se viu agora no Nantes.

O FC Porto já tem treinador. Um bom treinador. Resta saber que jogadores lhe irá dar. Sérgio não merece receber um presente envenenado.

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