A nova vida de Ederson
O futebol é uma das poucas atividades em que, num paríodo de meses ou de semanas, um perfeito desconhecido pode tornar-se num jogador mediático a nível global e despertar o interesse dos clubes mais ricos do Mundo.
No Benfica, com Rui Vitória, tem acontecido a muitos jovens. Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Nélson Semedo ou Lindelöf são bons exemplos. E Ederson, claro. Esta semana tornou-se no segundo guarda-redes mais caro da história do futebol. Na hora da despedida, não quis individualizar agradecimentos e focou-se no clube. Em todos aqueles que são importantes no dia a dia de uma equipa que procura o sucesso. E lembrou o jogo em que se tornou titular da baliza do Benfica.
Júlio César lesionou-se no aquecimento do dérbi em Alvalade. Naquele que poderia – e acabou por ser – o jogo do título. Ederson, então com 22 anos, saltou para a baliza e parecia estar a fazer o centésimo dérbi da sua carreira. Dias depois, estreou-se na Liga dos Campeões, em São Petersburgo, frente ao Zenit. Respondeu com nota máxima nas duas ocasiões. E logo ali todos tiveram a certeza de que o Benfica não tinha um, mas dois grandes guarda-redes.
Agora, com 23 anos, Ederson é jogador do Manchester City, um dos clubes mais ricos do mundo, e irá lutar por um lugar na baliza de uma equipa treinada por Pep Guardiola. Há cerca de um ano e meio defendia a baliza do Benfica B depois de três épocas no Rio Ave. Deve este salto meteórico à qualidade que demonstrou, mas também a Júlio César, que muito o apoiou no seu crescimento, e a Rui Vitória, um treinador sem medo de apostar em jovens. Ederson é um deles. A figura da semana. Tudo indica que Nélson Semedo e Lindelöf são os senhores que se seguem.
