As birras do mercado
A ‘novela Jonas’ chegou ao fim. Depois de ter sido dado como certo na Arábia Saudita, o futuro do brasileiro passará pela Luz. Antes do jogo com o Fenerbahçe, Rui Vitória referiu-se a Jonas quase como parte do passado, mas os encarnados nunca chegaram a receber a proposta do Al Nassr. O jogador e o seu agente e irmão, Tiago Gonçalves, têm quase tudo aquilo que queriam. Jonas passa a ser o jogador mais bem pago do plantel, ultrapassando Ferreyra e Castillo (na casa dos 2 milhões por época), e mais um ano de contrato, até 2020, embora quisesse até 2021.
No meio das indecisões e dúvidas do jogador, o Benfica não pôde contar com ele nos primeiros dois jogos oficiais, apesar de ser um atleta com contrato. Os clubes, por vezes, revelam uma paciência ilimitada para os enfados dos seus craques durante o mercado. Reagem como se alguém lhes tivesse apontado uma pistola quando renovaram e passaram a ganhar mais.
Situação similar acontece com Marega no FC Porto. Tem contrato até 2020 e uma cláusula de 40 milhões. Queria sair para o West Ham, mas a proposta dos ingleses não ficou perto da cláusula, como Pinto da Costa já revelou. Os dragões, claro, estão no seu direito de não vender a qualquer preço. Resultado: o maliano amuou e Sérgio Conceição deixou-o de fora nos primeiros dois jogos oficiais.
Jonas e Marega podem estar entre os melhores das suas equipas. Podem ser determinantes. Mas se são desejados noutras paragens, também é graças às oportunidades que lhes deram nos clubes com os quais têm contrato. E, acima de tudo, deviam respeitar esses contratos e esses clubes. Até porque o futebol a sério já começou e ninguém tem tempo para birras.
