Denúncia assinada
As linhas que se seguem têm um autor, uma cara. Uma pessoa que se responsabiliza pelo que escreve. Sim, leu bem. Esta denúncia não é anónima. Está assinada. E é contra todos aqueles que se movem sem rosto, ao serviço de um ou outro clube, e tentam entupir o DCIAP de denúncias anónimas, semana após semana, pondo em causa tudo e todos. Sem provas. Apenas com o intuito de lançar ondas de suspeição e medo sobre jogadores.
Que ninguém se engane. Os jogos combinados são uma realidade. As tentativas de subornar jogadores e árbitros são tão antigas como o próprio futebol. E se alguém sabe de alguma coisa, deve chegar-se à frente e provar. Sem máscaras, sem cobardias. E os responsáveis, claro está, maiores ou mais pequenos, têm de ser punidos exemplarmente.
Mas o que se está a passar no futebol português, através de denúncias anónimas lançadas antes de cada jornada, é outra coisa. Faz parte de uma guerra de comunicação e descredibilização para atingir os clubes visados e os jogadores de outras equipas. É apenas um meio de tentar ganhar fora de campo aquilo que não se alcança no relvado. Doa a quem doer. Sejam quais for as vítimas. Quase sempre através da especulação. Quase sempre através da mentira.
Diz Carlos Queiroz que o futebol português se tornou num lamaçal. Tem razão. Uma lama que todos criticam, mas que alguns praticam na sombra. A lama onde vivem dirigentes dos maiores clubes portugueses, alguns dos seus diretores de comunicação, comentadores – mais ou menos encartilhados –, e outros rostos por conhecer que se escondem por baixo de toda esta imundice. É este o ‘futebol’ que queremos deixar aos nossos filhos?
