Depois da tempestade...
Alívio! É este o sentimento de muitos treinadores quando o mercado se aproxima do fim. Os jogadores voltam a ter a cabeça no sítio. Focam-se, mesmo quando a vontade é outra, e acabam por aceitar a continuidade. Regressa o compromisso para com o plantel. Acabam-se as pressões de outros clubes e dos agentes. Regressa a serenidade e a convicção de que, para sair, é preciso estar a jogar. E jogar bem. E para jogar bem, há que treinar da mesma forma.
A semana ficou marcada pela reintegração de Marega. O maliano queria sair para o West Ham, os ingleses não chegaram aos números pretendidos por Pinto da Costa, e Sérgio Conceição decidiu colocar o avançado a treinar à parte até que este caísse na real. O mercado fechou em Inglaterra, passaram 19 dias de castigo e o melhor marcador dos dragões na última época volta a ser opção. Até aqui, tudo normal. Percebe-se a atitude de Conceição. Abrir uma exceção no caso de Marega, poderia ser meio caminho andado para perder o balneário mais à frente. Dispensáveis eram as posições públicas divergentes entre presidente e treinador. Se existe abertura entre os dois – e tudo leva a crer que sim –, essas manifestações sobre o mesmo caso poderiam/deveriam ter sido alinhadas.
Nada de grave, porém. Nada que o próprio Marega não posso enterrar de vez, quando tiver oportunidade, com boas exibições e golos. Está do lado dele. Sempre esteve. Tem contrato até 2020 e deveria ter sido o primeiro a perceber que o vínculo não entrou em pausa durante o assédio inglês. O maliano, por melhor que seja, deve sempre lembrar-se que precisa mais do FC Porto do que o contrário. O clube que o fez grande já era gigante muito antes dele.
