Descalabro ou continuidade

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Dia de eleições, dia de decisões, dia de futebol. É um domingo diferente. Com a ida às urnas, com um clássico pelo meio e a terminar num Marítimo-Benfica que ganhou importância inesperada para definir o futuro das águias.

Mais do que um jogo de campeonato, o Benfica tem hoje oportunidade de encurtar distâncias para um ou dois dos seus rivais (e até mesmo para ultrapassar o Sporting, em caso de derrota dos leões). Num dia em que os portugueses elegem os próximos autarcas, também Rui Vitória e os seus jogadores procuram um voto de confiança da massa adepta encarnada após o massacre de Basileia.

Seja qual for o desfecho do Sporting-FC Porto, não resta a este Benfica outro resultado a não ser o triunfo nos Barreiros. Só assim poderá evitar a continuidade de um descalabro que deixou uma equipa tetracampeã à beira de um ataque de nervos.

A exibição das águias em solo suíço foi um misto de depressão e infantilidade, contribuindo para o pior arranque defensivo dos últimos 33 anos. São já 14 golos sofridos em apenas 11 jogos e a certeza de que não houve capacidade para ultrapassar as saídas de Ederson, Lindelöf e Nélson Semedo. Até ver, nem sequer a de Mitroglou, apesar das entradas de Seferovic e Gabriel Barbosa.

Numa época em que o objetivo é o nunca antes alcançado ‘penta’, a direção de Vieira quis poupar e os resultados, para já, estão à vista. Mesmo assim, o plantel tem qualidade suficiente para não ser goleado por uma equipa banal como o Basileia e vencer um Marítimo que está a realizar um grande arranque. Hoje, por mais cruel que pareça, Rui Vitória também vai a votos.

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