Olimpíadas da corrupção

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Eternizam-se no poder, desenvolvem todo o tipo de esquemas fraudulentos, vestem a capa da impunidade durante décadas e, por fim, caem. A queda dos poderosos. Sejam eles quem forem.

Carlos Nuzman, presidente do Comité Olímpico Brasileiro, foi o último a ser apanhado nas malhas da corrupção. Ocupou o cargo durante 22 anos e é acusado, entre outros crimes, de compra de votos para os Jogos Rio 2016. Até aqui, infelizmente, nada de novo. Está mais do que provado que os últimos grandes eventos desportivos (Mundiais de futebol e Jogos Olímpicos) foram organizados através de elevados subornos.

Os homens com poder de voto em cada país ou cidade foram, durante muito tempo, uma espécie de bens em leilão. À espera de quem oferecesse mais e melhor para poderem vender o seu voto. Um clássico.

Nuzman é apenas mais um brasileiro com um cargo de topo no dirigismo desportivo mundial a ser envolvido nesta teia. Antes dele, dinossauros da FIFA como o já falecido João Havelange e o seu ex-genro Ricardo Teixeira também tiveram de abandonar os seus cargos pelas traseiras sob fortes suspeitas de corrupção.

Mais tarde, em 2015, o FIFAGate serviu para "limpar" parte da podridão que comandou o organismo que rege o futebol mundial durante décadas, a começar pelo então presidente Sepp Blatter e pelo pretendente ao trono, o francês Michel Platini. Muitos caíram, outros, porém, ainda por lá andam. Na FIFA e no Comité Olímpico. O desporto pode estar a ficar mais limpo, por cada vez que um Nuzman desta vida sai de cena, mas

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