Parabéns, Dani
Já passaram uns dias. Foi na última quinta-feira. No dia 2 de novembro. A data de aniversário daquele que, para mim, é um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos. E de um grande amigo. Tantas vezes lhe disse, a brincar, que um dia iria escrever sobre ele neste espaço. Agora é a sério. Dani, esta crónica é para ti.
Num país onde passamos tanto tempo a falar de tudo o que há à volta do jogo, menos de futebol, sabe bem, de vez em quando, poder homenagear os verdadeiros talentos deste desporto. Os mágicos, os artistas. Como tu.
A primeira vez que te vi jogar, tal como muitos portugueses, foi no Mundial do Qatar de sub-20, em 1995. Fiquei arrepiado pela forma como destruíste Sorín e a sua Argentina num golo que mais parecia pintura em movimento. Ou pela traquinice do falso desentendimento com o Bruno Caires que enganou os holandeses.
Os leitores mais novos podem não saber do que estou a falar. Fica o conselho: vão ao Youtube e vejam com os vossos olhos. Um craque. No Sporting, no West Ham, numa das melhores equipas da história do Ajax, no Benfica, no Atlético de Madrid. Alguém que viveu – e vive – o futebol e a vida da melhor forma: com o coração. Com pureza. De quem muito se disse e escreveu. Com muitos erros, omissões e mentiras. E que, mesmo assim, nunca deixou que todos esses lhe roubassem o sorriso e a alegria de viver.
Dizem que os olhos são o espelho da alma. Os teus podem não dizer o grande futebolista que foste, mas revelam o enorme ser humano que és. Muitos parabéns, Dani. E que venham mais 41…
