Uma seleção global

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E eis que o clube que coloca mais jogadores na Seleção estava no segundo escalão inglês na última época. O Wolverhampton, powered by Jorge Mendes, conta com três elementos na última convocatória de Fernando Santos (Rui Patrício, Ruben Neves e Hélder Costa). E até poderiam ser mais. Ao todo, a equipa da Premier League conta com sete portugueses no plantel. O treinador Nuno Espírito Santo costuma escolher um onze onde, por norma, figuram cinco jogadores lusos. São mais do que aqueles que os três grandes apresentam.

Esta mudança é um sinal dos tempos. Da globalização do futebol e da qualidade do jogador português, cobiçado em toda a parte pela sua grande capacidade de adaptação a diferentes realidades do jogo. Nem sempre foi assim, porém. Na década de 80, apesar de muito talento, os principais campeonatos da Europa olhavam para os portugueses com desconfiança. Paulo Futre foi o primeiro a mudar tudo isso com as suas conquistas no Atlético de Madrid. E nessa altura também abriu a porta à geração de ouro. A partir daí, ninguém mais teve dúvidas. Os portugueses estão entre os melhores do mundo. Seja qual for o campeonato.

Ainda há bem pouco tempo era o Real Madrid que dominava cada convocatória, com Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão. Hoje há jogadores do Manchester City, Bayern, Barcelona e outros colossos. Os portugueses estão em toda a parte. E hoje Fernando Santos tem um lote de 50 ou 60 jogadores com condições para vestirem a camisola das quinas. Fora todos os outros que estão aí a chegar. Vivem-se tempos de fartura. Agora era bom que a qualidade do futebol acompanhasse o talento dos jogadores.

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