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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

Nuno

Fez um trabalho meritório no Rio Ave, chegando à final da Taça de Portugal e da Taça CTT, foi competente no Valencia, alcançando, no primeiro ano, o 4.º lugar da liga espanhola, atrás dos incontornáveis Barcelona, Real Madrid e At. Madrid, tendo os colchoneros averbado apenas mais um ponto do que a formação ché. Nuno Espírito Santo não pode ser considerado uma aposta de risco do FC Porto. Já tem currúculo, experiência e conhece bem os dragões e o futebol português em geral, o que o coloca desde logo em vantagem em relação a uma hipotética solução do estrangeiro.

Não se tratando de um tiro no escuro, a contratação de Nuno Espírito Santo encerra, no entanto, uma contradição e dá azo, por outro lado, a inevitáveis especulações. Sabendo-se que o antigo guarda-redes portista saiu de Valencia no final de novembro de 2015, como se explica que tenha sido Peseiro o escolhido para render Lopetegui em janeiro de 2016? Nuno ganhou competências nos seis meses em que esteve desempregado ou a aposta em Peseiro não passou de uma precipitação?

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Além da necessidade de alcançar títulos para matar a fome à exigente plateia, o novo treinador vai debater-se com um problema mais bicudo. A época 2015/16 foi tão má, tão má, que o FC Porto não valorizou jogadores, ao contrári o do que vinha acontecendo. Não há, pelo menos em termos teóricos, ativos para transferir, capazes de alimentar o velho ciclo portista de encaixar para voltar a investir. Ou seja, os azuis e brancos bem podem vir a precisar do apoio de Jorge Mendes, o representante e amigo de Nuno, para operar autênticos milagres neste defeso. Há, afinal, uma equipa para reconstruir.

Por Luís Pedro Sousa
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