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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

Mais fortes?

O mercado de verão de Benfica e Sporting foi intenso, o do FC Porto nem por isso. Resumir nesta ideia o que aconteceu em termos de entradas e saídas de jogadores nos três grandes, sensivelmente desde o final da temporada 2015/16 até ao último dia de agosto, reúne, por certo, unanimidade. Se formos um pouco mais audazes na análise e dissermos que os dois clubes de Lisboa mostraram músculo e tiveram sucesso e que o emblema da Invicta esteve longe do protagonismo de um passado recente, conseguiremos também algum consenso.

Só que o mercado de transferências deste verão colocou inevitalmente a nu curiosos paradoxos. Por exemplo, nem Benfica nem Sporting vão ser capazes, pelo menos em termos teóricos, de apresentar um onze melhor do que aquele que tinham na época passada. Apesar das múltiplas opções de que passaram a dispor nos seus plantéis, nenhum dos grandes de Lisboa conseguiu fazer o impossível. O Benfica não encontrou jogadores do nível de Renato Sanches e Gaitán, assim como o Sporting, também comprador em quantidade e qualidade, não pôde colmatar as saídas de João Mário e Slimani.

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O FC Porto, mais envergonhado neste verão, por não ter praticamente qualquer jogador na montra internacional, está, por seu turno, em condições de apresentar uma equipa titular tão boa ou melhor do que aquela de que dispunha na época transata. E este dado só não é suficientemente eloquente porque o novo treinador dos dragões, Nuno Espírito Santos, tomou Brahimi de ponta e, pelo menos até à data, vem prescindindo do jogador que mais desequilíbrios cria.

Mesmo com um plantel mais limitado, até porque lhe falta claramente um defesa de grande categoria, o FC Porto conseguiu, pelo menos no plano desportivo, ficar mais próximo dos rivais. O melhor onze pode não ganhar campeonatos, tal como acontecerá com o melhor plantel, que, por ser extenso, perde em termos práticos várias unidades ao longo do ano, vítimas de desmotivação ou falta de ritmo. Geralmente, o que faz a diferença é o núcleo de 15/16 jogadores que mais assiduamente é chamado à competição e, nesse tocante, não há grandes diferenças entre os eternos candidatos.

Por Luís Pedro Sousa
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