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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

A fuga para a China

Jackson Martínez, Ramires, Hulk, Oscar, Witsel, Carlos Tévez... O futebol chinês ainda não conseguiu chegar aos verdadeiros jogadores topo de gama, mas já retirou da grande montra do futebol mundial alguns nomes de peso, que preferiram a reforma dourada e prematura a atuarem ao mais alto nível. Passaram de milionários a multimilionários, mas também a atletas semi-anónimos.

Nos últimos dias, a China tentou alcançar a 'nata das natas', mas, felizmente para quem gosta de futebol, Cristiano Ronaldo optou pelo estrelato em vez de rechear ainda mais a conta bancária. Apesar de recusa de CR7, a disponibilidade financeira dos responsáveis do futebol daquele país revelou-se pujante, fazendo acreditar que vão mesmo chegar ao patamar mais elevado, ao que ostenta os Bolas de Ouro de passado (recente), presente e futuro. O capitão da Seleção Nacional deu para já um não, mas adivinha-se que novas investidas por Messi, Bale, Neymar e outros que tais sejam uma questão de tempo.

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Esta não me parece uma visão europeísta do futebol, negligenciando as potencialidades do imenso mercado chinês. Lembro-me, na mudança de década, de um jogo do Real Madrid marcado para uma manhã de domingo, sob o pretexto da transmissão televisiva em direto para a Ásia, e de José Antonio Camacho, então a trabalhar na China, ter explicado, quando confrontado com o tema, que o encontro em causa não estava a gerar qualquer tipo de interesse por aquelas bandas...

Enfim, se a China que apostar no futebol deve fazê-lo através das inúmeras academias já criadas e da presença dos principais jogadores nas ligas europeias. Tentar importar estrelas, naturalmente pouca ambciosas nestas circunstâncias e nesta conjuntura, não servirá para desenvolver o que quer que seja. 

      

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Por Luís Pedro Sousa
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