Há várias atenuantes que Nuno Espírito Santo pode esgrimir para explicar o mau arranque de época do FC Porto. O plantel dos dragões tem deficiências, que se tornam evidentes quando se estabelece um termo de comparação com os rivais. Na defesa e no ataque, por exemplo, há mesmo uma clara falta de opções. Mas, se nestes setores o jovem técnico portista se limita a jogar com o que tem, e não há espaço para decisões controversas, já no miolo e nas alas, onde está o ponto forte dos azuis e brancos, nem sempre é fácil perceber o que ele pretende.
O melhor jogador do FC Porto, o mais tecnicista, o mais desequilibrador, o mais espetacular, tem ficado, quase invariavelmente, entre o banco e a bancada. Brahimi raramente é opção... Mas também Otávio e Óliver Torres parecem mal aproveitados. São dois ‘n.º 10’ de eleição que flutuam entre os flancos e zonas mais recuadas no terreno.
Enfim, os adeptos podem reconhecer que a Nuno não foram dadas as mesmas condições que aos antecessores, mas também é verdade que o técnico pouco está a fazer para ser merecedor do perdão da plateia.
Por Luís Pedro Sousa