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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

O complicado defeso portista

A época desportiva do FC Porto foi horrível e já nada há a fazer. Mas o pior para as hostes azuis e brancas é o que se perspetiva no futuro a curto e médio-prazo.

Em anos anteriores, de sucesso ou insucesso (mais sucesso do que insucesso, assinale-se), os dragões conseguiram quase invariavelmente valorizar os seus jogadores. Foi possível vender os passes dos mais proeminentes por um preço elevado e alimentar o ciclo, que durou décadas, de encaixar para voltar a investir.

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A conjuntura parece agora ter-se modificado. O FC Porto precisa de operar uma verdadeira revolução na equipa, pois a atual teve um desempenho modestíssimo e não gerou mais-valias que lhe permitam entrar em força no mercado de transferências depois de encher os cofres com um ou dois talentos entretanto lapidados no Olival.

Na defesa, nada há a fazer, a não ser que os dragões queiram correr o risco de ver partir Maicon, o melhor dos centrais com contrato. No meio-campo, o panorama também não é o mais risonho. André André e sobretudo Ruben Neves ficaram fora do Europeu e não vão ter 'montra' este verão. No ataque, Corona e Brahimi desvalorizaram e Aboubakar não confirmou os créditos de ponta-de-lança fiável.

Haverá duas exceções, mas que também elas confirmam, por outros motivos, esta regra recessiva. Danilo Pereira é hoje um jogador capaz de pegar de estaca nas melhores e mais endinheiradas equipas europeias, só que o FC Porto mostrou-se tão pouco que dificilmente alguém terá reparado nas qualidades do médio-defensivo azul e branco. No final da época surgiu, por seu turno, André Silva, que será muito possivelmente o ponta-de-lança da Seleção Nacional dos próximos anos. É óbvio que, nestas circunstâncias, não há que promover uma transferência, mas sim apostar no jovem craque, tirar dele proveito desportivo e só muito mais tarde equacionar uma saída.

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Por Luís Pedro Sousa
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