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A corrupção e a violência associadas ao desporto, no futebol mas também em modalidades de pavilhão, merecem uma revisão urgente dos quadros legais aplicáveis.
É fundamental devolver o futebol às famílias, urge garantir a verdade desportiva, em todos os jogos passíveis de apostas num grande pântano global com nascente na Ásia.
E ninguém pense que corrupção e violência organizada, nas grandes hordas a que chamamos claques, são fenómenos paralelos. Não. O instinto criminoso cruza-se já, ou cruzar-se-á em breve, nos vazos comunicantes dos que vivem à grande, à margem das leis.
E as leis são brandas, desajustadas ao tempo presente, à globalização da criminalidade organizada. Se o Estado vacilar perante as mais recentes manifestações de violência, protagonizadas por vedetas do sangue e da pancada, o sentimento de impunidade não parará de crescer, assim como o número de vítimas dos energúmenos dos vários clubes. Muito provavelmente crescerá também a gravidade dos danos causados.
É preciso mostrar a mão firme das polícias e da Justiça, mesmo com as normas mornas que ainda vigoram nestas áreas. No mais curto prazo, este tipo de crimes deve deixar de ser considerado leve. Nem mesmo as novas penas de que se fala para o futuro (penas máximas entre 5 e 8 anos, consoante a gravidade dos crimes) será adequada ao alarme social e ao dano potencial causados pela violência no desporto e pela corrupção.
É tempo de defender a tolerância e o bem estar social, sendo duro e intolerante para com todos os que querem acabar com a beleza do futebol. A bola é bela, não merece estes monstros.
Por Octávio Ribeiro