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Foi uma semana horrível. Ou quase. Por causa de erros de arbitragem, claro. Mas sobretudo pelos erros nas reações aos erros de arbitragem. Porque reagir desta forma desembestada, pressionando, intimidando e apontando à corrupção serve mais para meter pressão na panela do que para libertá-la. Mas todos os anos, por esta altura, é assim.
As arbitragens em causa – o penálti em Paços de Ferreira, no Dragão, no dérbi do Minho – produziram decisões polémicas que tiveram influência nos resultados finais e, portanto, na tabela da pontuação. É para isso que existem avaliações e punições. Em espaço próprio. Mas se o exercício de crítica coletivo degenera em ameaça e intimidação, então já não é de futebol que estamos a falar, mas da forma como se pode ganhar e perder pela pressão externa.
Esta fealdade recomenda que, ao invés, se olhe para o que é bom no futebol. Que se exaltem as coisas bonitas do futebol numa semana de coisas feias. Como o golo incrível do Cristiano Ronaldo à Roma. Como o espetáculo e calor do próprio dérbi do Minho, que apesar do caso do jogo cavalgou um emotivo e raro 3-3. Como a prestação de Iuri Medeiros e o que Moreirense faz em trinta minutos. Como o incrível Barcelona da Champions e um incrível golo de Messi em contra-ataque (numa equipa que teve 70% de posse de bola). Como a força da Juventus contra o Bayern, que lhe permitiu empatar um jogo que perdia por dois golos.
Hoje é dia de Liga Europa. Que FC Porto e Sporting acabem a noite melhor que começaram o dia. E que se juntem com vitórias às coisas boas da semana – as coisas boas do futebol.
Por Pedro Santos Guerreiro