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Rui Santos
Rui Santos

Com Peseiro FC Porto… primeiro?

O FC Porto contratou José Peseiro e José Peseiro, no dia da apresentação, começou por colocar os pontos nos 'ii'. Foi uma boa apresentação. Um apresentação marcada pelos cuidados colocados por Pinto da Costa, muito parco em palavras e em elogios. Aquilo que disse no arranque da 'era Lopetegui' (ou 'Lopetegui era'?) deve pesar-lhe na memória e, talvez por isso, foi sucinto. Uma única declaração relevante: "A escolha foi por unanimidade." Estou mesmo a ver Jorge Nuno a dizer para Pinto da Costa: "Concordas com o nome de Peseiro, não concordas?". E Pinto da Costa a responder: "Concordo, Jorge Nuno, pois claro que concordo!". Unanimidade indiscutível.

Dizia, porém, que Peseiro começou bem, fora das quatro linhas e perante a comunicação social. E não teve nenhuma cerimónia em declarar que estava ali para implementar as suas ideias, muito diferentes das professadas por Lopetegui. Vamos ver um corte com o sistema imposto pelo técnico basco? Peseiro pensa que sim, mas é preciso ver se o plantel do FC Porto tem jogadores que se encaixem nas ideias do novo treinador. Seja como for, é preciso desbloquear a equipa, soltá-la e jogar com mais intensidade. Independentemente do sistema táctico e do modelo de jogo, isso é possível. E é possível projectar estes mesmos jogadores a render o dobro. A ver se, com Peseiro, o FC Porto será primeiro. Desafio difícil, mas aliciante.

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Pinto da Costa falou. E falou para se recandidatar a mais um mandato (2016-19) como presidente do FC Porto. A recandidatura já estava em marcha. O 'check-up' médico era importante, mas não menos importante para o 'timing' do anúncio da decisão foi a postura revelada por Vítor Baía nos últimos dias, logo criticado pela comissão de apoio à recandidatura de Pinto da Costa, acusando-o de "vaidade pessoal", "ânsia de protagonismo", "perda de memória", "ingratidão", entre outros mimos. A indignação resultou do facto de Vítor Baía ter afirmado que uma das primeiras coisas que faria se fosse presidente do FC Porto era "varrer a estrutura" e acabar "com todas aquelas relações promíscuas que existem e recolocava o clube na senda da honestidade e seriedade". O que foi Baía dizer... É preciso passar-lhe uma cruz vermelha por cima. A democracia não é isto. É comer o prato da sopa. Se o prato da sopa tiver um ratito lá dentro, um ou dois ou mesmo um ninho, não tem problema. É uma questão de saber fazer a digestão. Grato pela atenção.

Não está em causa, naturalmente, tudo o que Pinto da Costa fez pelo FC Porto, no contexto da sua afirmação nacional e internacional. Mas do discurso do 'velho general' não resulta um 'mea culpa' ou o reconhecimento de um erro. O problema esteve em Lopetegui, que não se adaptou ao futebol português. O presidente do FC Porto reconhece que "não foi uma aposta ganha". Mas afinal quem fez a aposta?…

NOTA - Ainda a propósito das declarações de Pinto da Costa, não tenho procuração do 'Correio da Manhã' nem tenho motivos pessoais e profissionais para o defender, bem pelo contrário. Mas, como profissional da comunicação, sem estar sempre de acordo com as opções editoriais, não posso deixar de relevar o papel útil que o CM tem tido no sentido de tornar possível a existência de um jornalismo insubmisso e geralmente desalinhado. Com excessos e 'irrigores', mas ainda assim, repito, útil. O contrapoder faz falta num país que vive(u) demasiados anos num registo de abuso de poder.

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*Texto escrito com a antiga ortografia

JARDIM DAS ESTRELAS

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Tecnologia - mais um passo

A UEFA anunciou que a tecnologia da linha de golo vai ser utilizada no Europeu e na Champions. É mais um passo no sentido da utilização mais ampla das novas tecnologias no futebol. Não há muitos lances de dúvida debaixo dos postes mas, sabendo-se que um jogo ou mesmo um campeonato podem depender de um juízo correcto ou errado de um lance com essas características, vale sempre a pena, em nome da verdade desportiva. Todavia, o grande momento está reservado para quando o chefe de equipa de arbitragem possa ser auxiliado através do vídeo. A International Board deu o passo que faltava e, agora, é mesmo uma questão de tempo. Pouco tempo. Interessante, neste processo, as mudanças de opinião que já se deram e os reposicionamentos de conveniência, mas isso não interessa nada quando o mais importante está à vista. Lamentável que o Benfica e LF Vieira se tenham retirado deste campo (de apoio) quando foram dos primeiros a favor. Mas nesse tempo o FC Porto 'mandava na arbitragem' e as acusações eram mais que muitas…

O CACTO

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Normal!

Leio uma declaração do presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira, na promoção à entrevista concedida ao Record de hoje, e fico pasmado. Diz Vítor Pereira: "Vouchers? É ou não normal os árbitros receberem determinadas ofertas? Se é normal, isso não é reportado. E nunca foi reportado."

Repito o que diz a FPF, através das Normas e Instruções para Árbitros: "Os árbitros podem aceitar recordações sem valor comercial, tais como emblemas, galhardetes, miniaturas da camisola da equipa, medalhas comemorativas ou lembranças regionais, mas somente depois jogo." Pergunta-se: em que categoria se inscrevem então os 'vouchers' com refeições? Conclusão: tudo normal.

Por Rui Santos
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