O FC Porto joga hoje a primeira parte daquilo que é muito mais do que uma pré-eliminatória. A nova distribuição de dinheiros da UEFA, que entrou em vigor na época passada, transformou a Champions na principal fonte de receita dos clubes de países intermédios, onde o mercado de TV não tem um papel tão decisivo, e um fator de diferenciação interna. O FC Porto, tal como o Benfica, está na elite de seis clubes que marcaram presença em todas as fases de grupos desde 2011/12, juntamente com Barcelona, Real Madrid, Bayern e Manchester City. Todos eles, bem como outros que têm sido ‘clientes’ muito assíduos da prova, projetam-se e planeiam a sua atividade a contar com essa chuvada de milhões, com todos os ‘extra’ que acarreta, em termos de visibilidade das marcas. Por isso, o caminho só é um: eliminar Krasnodar, depois Basaksehir ou Olympiacos, estar no lugar que historicamente lhe pertence e garantir, desde já, mais de 40 milhões de euros. Não há margem para falhar.
O Benfica tem a questão da Champions resolvida, graças ao título conquistado na época passada. Na Luz, o clima é de lua de mel entre equipa e bancadas. A confiança dos adeptos, que disparou depois da goleada na Supertaça, será uma mola ao serviço da equipa nos próximos jogos, a começar já pela estreia no campeonato, este sábado. É mais um trunfo a jogar a seu favor.