Mais do que a vitória na Sérvia, o que mais impressiona na Seleção Nacional é a autoridade que transmite dentro de campo. Num local difícil, perante uma equipa que não perdia nenhum jogo oficial em casa há quatro anos (precisamente frente a Portugal), a equipa das quinas geriu o jogo ao ritmo que quis e, apesar de duas ofertas defensivas que colocaram os sérvios de volta à discussão do resultado, nunca tremeu. Podemos não ter a melhor seleção do Mundo, mas temos uma que joga como um grande. Podemos questionar escolhas e opções de Fernando Santos, mas os resultados – e não só – continuam a dar-lhe razão.
Portugal irá agora cumprir o destino de estar no Euro’2020. Basta para isso vencer os quatro jogos que tem frente a Lituânia e Luxemburgo, as duas equipas mais frágeis do grupo. Apesar do estampanço da Holanda em 2016, a verdade é que é preciso muita aselhice para ficar de fora de uma fase final que é jogada por 24 das 55 seleções da Europa. Ao contrário do que acontecia no antigamente, quando as vagas eram bem menores, para Portugal a questão já não é se vamos lá estar; é mesmo o que vamos lá fazer. Depois da vitória de Paris, as expectativas estão altas.