O projetor Hisense C3 chegou ao mercado com o intuito de ser uma referência e o objetivo foi mais do que alcançado. Quando soube que ia ter a oportunidade de testar este produto fiquei entusiasmado. Não só porque se tratava do meu primeiro review a um projetor, mas principalmente por tudo o que surgia no cartão de visita do C3. Recebê-lo em casa foi como recordar aquela sensação que tinha em criança quando na noite de Natal ouvia: 'agora é a tua vez!'. A cada pedaço de fita cola que retirava, a expectativa para ver o que estava dentro da caixa aumentava... e posso dizer que em nenhum momento foi defraudada.
Se gosta de gadgets e está dentro do mundo da tecnologia como eu, sabe que volta e meia dá aquela vontade de espreitar as principais novidades no mercado e também procurar novas oportunidades de negócio para reforçarmos o nosso 'cantinho'. E posso confidenciar-vos que comprar um projetor sempre foi uma alínea na minha lista de potenciais compras para o meu lar-doce-lar. Finalmente, tive a oportunidade de sentir na pele o conforto de ter um projetor em casa, que me fez esquecer por completo que tinha uma televisão. Aliás, não a liguei uma única vez durante o período em que analisei as funcionalidades do C3.
Para quem acompanha as nossas reviews no Record sabe que não gostamos de seguir as regras. Assumimos a pele do consumidor e relatamos a nossa experiência como se fôssemos um. Portanto, tudo o que irá ler nestas linhas reflete com precisão todas as nossas sensações sobre o C3 da Hisense.
Este foi a pergunta que eu mais fiz a mim mesmo durante o período em que tive o C3 na minha casa. E são vários os pontos que jogam a favor deste produto da Hisense: é pequeno (246x246x252 mm) e, por isso, fácil de transportar em qualquer circunstância (férias, fim de semana passado fora de casa, uma visita a um amigo...); fácil de configurar (tente o teste do 'ok até ao final', vai ver que resulta na perfeição); a imagem ajusta automaticamente ao espaço que tem disponível (é literalmente só apontar para uma parede em branco - também pode testar num frigorífico como eu fiz; é engraçado, mas não aconselho); e, além de tudo isso, ainda tem uma excelente qualidade de imagem e de som (não precisei de fechar todas as janelas e mais algumas para conseguir ver o conteúdo produzido nem de ligar colunas individuais xpto).
Mas esta também foi a pergunta que a minha namorada me colocou durante esse mesmo período... e agora parece que lá em casa há já uma alínea que deixou de ser uma simples alínea para se tornar numa compra obrigatória de futuro. Mas a verdade é mesmo esta: quem tem a possibilidade de comprar um projetor como o C3 da Hisense, muito dificilmente vai querer optar por uma televisão. Para além de ter todos os recursos de uma Smart TV, o C3 acrescenta o facto de poder tornar um conteúdo que poderia ser produzido em 65'' em... 300 polegadas. A cada dia que passa a tecnologia vai avançando, mas diria que aos dias de hoje é quase impossível ver uma televisão fazer esta transformação sem perder qualquer tipo de qualidade de imagem.
Testámos plataformas de streaming, como YouTube, Twitch ou até mesmo a Netflix. Assistimos a filmes através de canais premium da box ou a canais de informação generalistas. A experiência foi vasta e a qualidade do C3 não oscilou, adaptando-se a todos os formatos de imagem e conteúdo. Soberbo.
Apesar de ser um investimento de futuro, a verdade é que o preço do C3 da Hisense deverá ser o principal problema para o bolso dos portugueses. O aparelho já está disponível em Portugal com o PRVP de 1.699 euros (€), mas facilmente encontrá-lo-á à venda em lojas confiáveis por valores a rondar os 1.399€.
Por Sérgio Magalhães