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The Last Guardian: O poder da amizade

Foto: DR RECORD
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1/3

Fumito Ueda voltou a fazer magia com um jogo

Existem jogos que nos divertem, ou que são um desafio, ou que nos marcam de formas que não acreditamos possíveis para um videojogo. Um homem, Fumito Ueda, conseguiu-o com os seus dois primeiros jogos: ICO e Shadow of the Colossus, duas obras primas para a PS2. Agora, ao fim de 10 anos de espera, chega The Last Guardian. E a espera valeu a pena...

O jogo começa com o jogador a controlar um rapaz. Ao seu lado, uma criatura gigante que parece uma mistura de cão, gato, ave… aos poucos ganhamos a sua confiança. Tentamos sobreviver num mundo que não percebemos. Nós somos o cérebro que irá desvendar os enigmas, e Trico, a criatura, será os nossos músculos e o que nos irá defender.

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Comecemos pelo que é fraco neste jogo. Tecnicamente tem alguns problemas gráficos, com algumas texturas datadas, normal num jogo que demorou tanto tempo a ser feito. A isso juntam-se problemas de frame-rate e a camera em alguns momentos não ajuda ao posicionar-se mal. Para além disso, a jogabilidade não está fantástica.

Mas esses são apenas pormenores num jogo desta qualidade. A banda sonora é boa, apesar de, paradoxalmente, quase inexistente. Num jogo quase sem música, iremos ouvir o vento, os inimigos e, principalmente, o nosso amigo Trico. Os efeitos sonoros são fantásticos e a animação de Trico, perfeita. O design é impressionante a cada instante e o ambiente de amizade e mistério é incrível. Aos poucos o jogo torna-se emocional de forma esmagadora, e tudo graças à relação de uma criança e um animal. Este é um jogo de paciência. Trico não nos percebe de imediato e teremos que saber explicar. Teremos de ser serenos e inteligentes. O que temos pela frente é uma personalidade única, e talvez a melhor alguma vez criada num jogo para uma personagem que não controlamos. O detalhe no seu comportamento é fantástico e quando o jogo acaba, queremos repetir. Queremos ter mais tempo com este animal.

Estas palavras são poucas para analisar um jogo tão profundo emocionalmente. TLG tem problemas técnicos que são frustrantes e que lhe roubarão o prémio de melhor jogo de 2016, mas, o que temos aqui é algo único. É um produto intemporal que nos leva a questionar o poder que um videojogo pode ter em nós, seres vivos. É, pela sua qualidade e originalidade, e também pelo que arrisca, o jogo mais obrigatório do ano, e que todos devem jogar. Acreditem… nunca o irão esquecer.

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História: 4,5

Jogabilidade: 4

Gráficos: 4

Som: 4,5

Nota Final: 4,5

Jogabilidade: 4

Gráficos: 4

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Som: 4,5

Por Luís Pinto
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