Danny: «Se Queiroz não me tem convocado, tinha-me naturalizado russo»

Foto: Bruno Teixeira Pires

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Internacional português do Marítimo recorda passagem pela Seleção Nacional

No dia em que recebeu o Record de Ouro, o internacional português fez uma profunda retrospetiva da carreira, recordando todos os passos que transformaram um miúdo nascido em Caracas num autêntico Czar da Rússia. Uma entrevista que pode ler na íntegra aqui

RECORD - É verdade que pensou em naturalizar-se russo e que poderia ter sido convocado para a seleção desse país?

DANNY - É verdade. Se o Carlos Queiroz não me tem convocado para o Mundial’2010... já estava tudo tratado para me naturalizar pela Rússia. Mas depois que recebi a chamada do mister, nunca mais pensei nisso sequer.

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R - Estar no Mundial’2010 foi um sonho cumprido?

D - Nasci em Caracas e representar a Venezuela num Mundial seria muito difícil. Estive lá, com a camisola de Portugal e foi um dos maiores orgulhos da minha carreira. Foi, provavelmente, um dos melhores momentos da minha vida.

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R - Falhou o Euro'2012 por lesão e o Mundial'2014 por opção de Paulo Bento. Vamos lá ser honestos: a relação entre vocês esteve longe de ser boa, certo?

D - Tínhamos uma relação profissional. Ele achou que tinha os jogadores dele para convocar e eu tentei dar o meu melhor no clube para mostrar que ele estava errado. Não consegui e tive de aceitar. Há momentos em que nos sentimos mais injustiçados, mas isso faz parte do futebol. O selecionador é que manda. Se algum dia tiver de voltar a falar com ele, faço-o sem problemas. Zero. Ele tinha milhares de jogadores portugueses para convocar. Optou por aqueles que lhe davam mais garantias. Cada um tem a sua opinião.

R - No Euro’2016 voltou a estar de fora por lesão...

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D - Nem me fales nisso. Esse custou-me mais. Custou-me mesmo muito. Foi na altura em que o Fernando Santos assume a Seleção Nacional e eu regresso à equipa. Saber que estava a jogar no meu clube, que estava nos convocados da Seleção... Caramba... podia ter sido campeão da Europa! Podia ter aquele medalhinha que é tão importante. Fiquei com mágoa, mas fiquei contente pelo facto dos meus colegas terem conquistado o título. Faz parte do futebol e, graças a Deus, tive outras coisas positivas na minha vida e na minha carreira. Olha, esse foi o ano em que nasceu a minha filha...

R - Depois do sucesso no Euro’2016, a nova geração portuguesa mantém as expectativas altas?

D - Muito. O futuro está assegurado. Basta olhar para os jogadores que estão a aparecer agora. O Bernardo Silva... Que craque! Que qualidade! Está numa equipa perfeita para crescer, num campeonato perfeito e com um dos melhores treinadores do Mundo. Na minha opinião, acho que ele, em pouco tempo, vai estar entre os melhores do Mundo. Tem tudo para ser a grande referência de Portugal depois do Cristiano Ronaldo sair. Basta darem-lhe a mesma confiança que ele tem agora no Manchester City. E vai lutar pela conquista da Bola de Ouro [agora prémio ‘The Best’].

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Por Alexandre Carvalho
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