Direitos de TV do Mundial feminino: Uma ‘igualdade’ cada vez menos desigual
Disparidade entre valores a que ascenderam as transmissões do Qatar e propostas feitas levou a ‘braço-de-ferro’ entre Infantino e as emissoras. Prova vai ser transmitida por 105 operadores de 75 territórios
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Esteve longe de ser pacífico o enredo que envolveu as negociações pelos direitos de transmissão televisiva do Mundial de futebol feminino - as primeiras encetadas de forma independente, à margem da prova masculina, que incluía sempre na sua folha de encargos a competição feminina, como um acessório. Houve muitas discrepâncias, desacordos, visões e entendimentos díspares, conceções diferentes, intransigências, ameaças de boicote e, por fim, as necessárias concessões mútuas para se chegar à plataforma de entendimento que possibilita a 105 operadores de 75 territórios (países ou áreas geográficas) transmitir a nível planetário o primeiro Mundial feminino disputado por 32 equipas nacionais.