No Faralhão para ver ‘O Maior’

"Lembro-me da febre que foi. O Vítor Baptista era a contratação do século no Estrelas do Faralhão. O clube ofereceu-lhe uma casa, uma vez que ele já estava numa situação muito debilitada, e deu-lhe um automóvel Mini. "

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• Foto: Vítor Chi
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Quem cresceu na zona de Setúbal nas últimas décadas do século XX – e é de ‘futebóis’! – viu de perto a lenda trágica que foi Vítor Baptista, um filho da terra nado, criado e revelado pelo Vitória de Setúbal, que depois se notabilizou no Benfica. Vítor Baptista era talentoso, fulgurante, excêntrico e autodenominou-se "O Maior". Depois deixou-se enredar pelos malefícios da toxicodependência que o conduziram a uma morte trágica e precoce em 1999, aos 50 anos. A saga do ídolo malogrado, um dos melhores avançados da sua geração, terminou no Estrelas do Faralhão, o clube de Paulo Raimundo, que, ainda criança, assistiu de perto a um ocaso tão sensacional quanto inapelavelmente triste.

"Lembro-me da febre que foi. O Vítor Baptista era a contratação do século no Estrelas do Faralhão. O clube ofereceu-lhe uma casa, uma vez que ele já estava numa situação muito debilitada, e deu-lhe um automóvel Mini. No primeiro dia em que ele vestiu a camisola, o campo estava cheio. Essa relação durou pouco, por razões que são públicas. Mas foi um fenómeno naquele momento", recorda o líder do PCP, cujos então olhos de menino não ficaram indiferentes aos vestígios que restavam de um craque: "O Vítor Baptista era um artista. Já corria pouco, mas tinha uns ‘pézinhos’ que eram uma delícia, tal a forma como tratava a bola. Foi uma pena. Era a criatividade em força. Ele era um matulão, mas tinha um trato de bola que associamos a gente mais pequena e esguia. Ele tinha o tamanho e a técnica."

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