ASICS Fuji Speed 2: a velocidade à solta nos trilhos

Aqui em Record somos bem mais adeptos da estrada, do conforto do asfalto, mas não dizemos que não a um bom desafio. E é isso que se pode dizer do teste que fizemos às ASICS Fujispeed 2, já que se trata de um modelo de trail, focado em performance nos trilhos. Era claramente sair da nossa zona de conforto e experimentar uma sensação totalmente distinta, porque por mais que até possámos (achar que) rendemos bem na estrada, nos trilhos a conversa é realmente outra. E foi realmente algo muito curioso.

Não foi propriamente a nossa primeira vez com uma sapatilhas de trail, pelo que tínhamos desde logo um bom ponto de comparação. O primeiro aspeto que notámos foi que, ainda que no nosso caso não tenha sido problemático, é possível que este modelo possa ser algo estreito para a parte dos corredores. Ainda assim, as Fujispeed 2 encaixaram bem no nosso pé e foi algo interessante também sentir o conforto que nos deram em cada corrida que fizemos - ainda assim, convém fazer a ressalva de que este modelo nos parece bem mais focado para esforços curtos e não para ultradistâncias.

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Do ponto de vista da performance, que é para isso que estas sapatilhas foram desenvolvidas, aí sentimos que os esforços da marca japonesa foram focados em dar a este modelo um pouco daquilo que vamos vendo nos produtos estrela da estrada: velocidade, rapidez e também estabilidade. A velocidade e rapidez é providenciada por dois atributos que são fulcrais nos vários modelos de performance da marca na estrada: a placa de fibra de carbono em todo o comprimento e espuma FlyteFoam Blast+ na meia sola - é a combinação das Magic Speed 3, que tão bom resultado deu.

ASICS Fuji Speed 2: a velocidade à solta nos trilhos

A espuma não é a topo de gama - aquela que temos nas MetaSpeed Sky+ e Edge+ e nas SuperBlast - mas permite um bem interessante retorno de energia, especialmente quando os trilhos são menos técnicos. Além desse bem interessante retorno, a espuma de meia-sola acaba, por outro lado, por dar-nos um bom amortecimento para aqueles momentos em que precisamos efetivamente de algo mais para absorver os impactos, por vezes algo brutos, dos trilhos. De resto, a placa de fibra de carbono sente-se tanto na propulsão extra, especialmente em pisto plano e em subidas não muito pronunciadas, mas também na estabilidade, impedindo apuros em momentos de maior tensão.

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Além da performance, a tração é outro ponto fundamental que os corredores de trail procuram na hora de escolher umas sapatilhas. Aqui a ASICS trabalhou bastante forte para melhorar a sua borracha própria, a ASICS Grip, que neste modelo se nota com uma resposta muito interessante em pisos soltos e molhados, mas que parece deixar algo a desejar num terreno algo mais lamacento.

A atenção ao fator 'performance' nota-se até na opção de cordões utilizada, a mesma que podemos ver na segunda evolução das MetaSpeed, que tantos elogios recebeu (inclusive da nossa parte). Mal apertamos os cordões, muito dificilmente eles sairão do sítio e isso, quando estamos em busca de performance, é algo que certamente todos agradecemos.

ASICS Fuji Speed 2: a velocidade à solta nos trilhos
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A fechar, deixamos um outro aspeto positivo que não tem diretamente a ver com o nosso teste: o preço. Ao contrário de grande parte das supersapatilhas de trail de outras marcas, as Fuji Speed 2 chegaram ao mercado por 160 euros e por esse valor se têm mantido. Olhando à performance que entregam, quando chegar um sucessor - a mesmo que seja muito melhor -, apostar na sua compra num preço de saldo será uma pechincha... daquelas!

Em termos de especificações, de notar que as Fuji Speed pesam 243 gramas no modelos 42 masculino (um peso até interessante) e contam com um drop de 5mm. São, como dissemos, uma opção muito boa para corridas rápidas mas não muito longas.

Por Record
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