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A Maratona de Nova Iorque não costuma dar tempos rápidos por conta do perfil acidentado, mas isso não afastou os grandes nomes da prova, que vai para a estrada no domingo.
No feminino, numa elite na qual entra a portuguesa Solange Jesus, esta será mesmo a edição que mais expectativa gera, especialmente pela presença de quatro mulheres com recordes abaixo das 2:20. O nome principal é a queniana Brigid Kosgei, até há mês e meio a recordista mundial (com os 2:14.04 de Chicago, em 2019). Pode ter perdido esse máximo, mas ainda é a terceira mais rápida de sempre e chega a Nova Iorque com o orgulho ferido pelo abandono o precoce em Londres.
Em teoria, pelas marcas, é ela a grande favorita, mas no pelotão estará uma etíope chamada Letesenbet Gidey, autora no ano passado da melhor estreia da história, com as 2:16.49 feitas em Valência, e ainda recordista mundial dos 10.000 metros e da meia maratona.
Depois surgem as quenianas Peres Jepchirchir (2:17.16), que venceu cinco das últimas seis maratonas que disputou, e ainda a veteraníssima Edna Kiplagat, que defende uma melhor marca de carreira de 2:19.50... aos 43 anos - mas feita já em 2012.
E depois aparece aquela que muitos apontam como grande candidata a ganhar, mesmo que tenha 'somente' 2:21.38 de recorde pessoal: a queniana Hellen Obiri. Com 33 anos, a vencedora de Boston este ano foi 6.ª na estreia em Nova Iorque no ano passado e diz-se estar numa forma capaz de desafiar tudo e todos. Um 'tudo e todos' que também terá de incluir Sharon Lokedi, queniana que é a detentora do título... e logo na maratona de estreia (2:23.23).
Por Fábio Lima