Pelos campos do Mondego

• Foto: Bruno Teixeira Pires

Entre o esverdeado das árvores da Mata Nacional do Choupal e os tons amarelados dos cereais dos campos do Mondego, a Eco Meia Maratona de Coimbra continua a consolidar-se, tendo registado este domingo, na terceira edição, mais de seis centenas de inscritos nas provas de 21 e 10 quilómetros a correr ou 7 a caminhar. E a vitória masculina ficou em casa.

"Seriamente na boa", é desta forma que Nélson Oliveira, de 36 anos, gosta de levar as corridas. E pode dizer-se que é uma receita de sucesso, não tivesse sido o dorsal nº 1 o primeiro a acabar a competição. "Foi a primeira vez que fiz esta prova, e a ideia era fazer um treino rápido, mas tive companhia para fazer este ritmo", confessou o atleta da Associação Académica de Coimbra, vencedor da geral masculina na Eco Meia Maratona.

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Nélson Oliveira admite que "vencer em casa é bom", mas, afinal, já está acostumado a cortar a meta em primeiro. Não fosse o conimbricense campeão nacional Master 35 de corta mato, isto apenas para destacar um entre os seis títulos que detém nesta altura.

O vencedor elogia o "percurso agradável e engraçado, com um enquadramento diferente, por entre os campos de milho, que nunca é monótono", e, depois de já ter feito a 3ª Corrida do Alva, promete "fazer mais uma ou outra" corrida da Liga Allianz Running Record este ano.

Em femininos, Sílvia Teixeira venceu, aos 39 anos, a sua primeira meia-maratona. "Foi uma surpresa, já venci outras provas, mas nunca uma meia-maratona". A atleta do Boavista esteve "pela primeira vez" na Eco Meia Maratona e admirou "um percurso fantástico, ideal para rolar", e porque já está "habituada à terra, por fazer trails também".

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Outra dimensão

À 3ª edição, a Eco Meia Maratona ganhou "outra estrutura e dimensão" graças à integração na Liga Allianz Running Record, admite o organizador, Guilherme Guilhas, da Associação Desportiva 4 Estações.

O responsável reconhece que, com esta parceria, "todas as pessoas usufruem de uma estrutura e comunicação que, por norma, não está acessível a toda a gente". "Tivemos a sorte de apostarem em nós e penso que temos estrutura para suportar mais gente, mas precisamos de apoios", alerta.

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Se, ao longo de todo o percurso, foi visível a animação dos atletas, sem dúvida que ninguém ficou indiferente ao Fun Park, onde os participantes tiveram à disposição aquecimentos e alongamentos, zona de massagens, médicos e enfermeiros e várias atividades, de futebol, ciclismo e golfe.

Resultados

Masculinos: 1º Nélson Oliveira (Académica), 1:10,29; 2º Hélder Lopes (DCI/Pedrulha-Mealhada), 1:10,51; 3º Baltazar Souza (Boavista FC), 1:16,26; 4º Orlando Neves (Boavista FC), 1:16,28; 5º Ricardo Santos (DCI/Pedrulha-Mealhada), 1.19,19; 6º Manuel Pinto (Tribo NR), 1:20,33; 7º Carlos Pimenta (LusoTeam) 1:21,07; 8º Américo Pinho (Escapães), 1:21,16; 9º Francisco Fonseca (EA Atletismo Coimbra/JPaiva), 1:21:21; 10.º Rui Rodrigues (Individual),  1:21,30.

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Femininos: 1ª Sílvia Teixeira (Boavista FC), 1:41,30; 2ª Cristina Madanços (Correr Lisboa), 1:45,29; 3ª Lora Pereira (ACDRS Quinhendros), 1:45,39; 4ª Isabel Trindade (O Mundo da Corrida), 1:49:54; 5ª Ana Mendes (Correrporaí), 1:50:33: 6ºª Valquíria Silva (Boavista FC), 1:50,48; 7ª Ana Porto (Individual), 1:51,12; 8ª Solange Sousa (Individual), 1:54,03.

Por Bruno Gonçalves
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