Vencedor da Maratona do Porto do ano passado suspenso por 8 anos por doping

James Mwangui fica sem o triunfo na prova portuense

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• Foto: Maratona do Porto
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O queniano James Mwangui, vencedor da edição do ano passado da Maratona do Porto, foi esta sexta-feira suspenso por 8 anos pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), devido a um controlo antidoping positivo realizado precisamente após o triunfo na prova portuense.

De acordo com as informações da AIU, o atleta queniano, que venceu a prova portuense em 2:08:47 horas, acusou a presença de norandrosterona, que consta da lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidopagem (AMA). Por esta ter sido a sua segunda violação do regulamento antidoping - tinha acusado o uso ou presença de testosterona, acabando por ser suspenso entre março de 2017 e março de 2021 -, o atleta queniano de 30 anos acabou por ver a sua pena agravada pelas autoridades para os tais 8 anos.

Na sua defesa, Mwangui negou ter consumido qualquer substância proibida e atribuiu a presença da mesma ao consumo de vários suplementos que adquiriu numa loja em Nairobi, mas tal justificação foi vista como pouco credível pela AIU. Foi dado ao atleta a possibilidade de requisitar uma contra análise, mas este acabou por negar-se pois disse não ter meios financeiros para o fazer.

Desta forma, segundo a decisão da AIU, o atleta africano vê o seu resultado da Maratona do Porto ser anulado e terá de devolver todos os prémios recebidos, tanto medalha de vitória como eventual bónus de presença.

Runporto lamenta mas promete luta apertada contra o doping

Em declarações a Record, o diretor da Runporto assumiu-se triste pela confirmação do controlo positivo do vencedor do ano passado, mas também reforçou o papel da organização portuense na luta pela verdade desportiva. "Ficamos tristes. Nós só queremos a verdade desportiva. Estávamos à espera da comunicação das autoridades, porque o controlo positivo já era conhecido. O atleta fez o recurso, demorou e estamos também tristes por ter demorado tanto tempo. Nem pagámos o prémio. Era vitória com recorde e deixou de o ser", lamentou Jorge Teixeira.

Ao nosso jornal, Jorge Teixeira explicou que os prémios apenas são pagos depois dos resultados do antidoping, algo que, por exemplo, já aconteceu na Meia Maratona de setembro. "Recebemos a informação de que estava tudo bem e já pagámos. Este era o único que estava pendente."

A fechar, o diretor da Runporto assume que os recentes casos de doping vão levar a organização portuense a analisar o passado dos atletas antes de convidá-los para as suas provas. "Vamos ter esse cuidado. Infelizmente no Quénia e na Etiópia já são centenas os castigados. Vamos ter cuidado de não convidar atletas que tenham tido no passado casos de doping".

Vencedora da prova feminina também tinha sido suspensa

Com esta decisão, a Maratona do Porto do ano passado acaba por ter ambos os vencedores suspensos por doping, já que no final do ano passado a também queniana Alice Jepkemboi Kimutai tinha sido suspensa igualmente por presença de substâncias dopantes numa amostra feita fora de competição.

Outras suspensões

Além de Mwangui, a AIU anunciou ainda mais três atletas suspensos, com destaque para a também queniana Joyce Chepkemoi Tele, 3.ª na EDP Meia Maratona de Lisboa de 2021, que foi suspensa por 18 meses pela presença de triamcinolona acetonida.

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