_
Imagine uma pista oval, duas equipas de cinco jogadoras, que se movem em alta velocidade sobre patins, chocando constantemente. Parece confuso? E é... Para o mais simples observador, o Roller Derby é um desporto complexo e por vezes até... violento. Esta é a imagem que transparece, mas que é totalmente rejeitada pelas jogadoras, que até consideram ser uma modalidade bem mais suave do que... o futebol.
Por quem sabe
E se o contacto permanente e os nomes de guerra de cada jogadora sugerem um cariz bem mais ‘duro’ a este desporto, a maquilhagem e os equipamentos curtos emprestam um outro brilho e elegância ao jogo. Um fator, sem dúvida, importante na atração de público. Principalmente o... masculino! Mas, afinal, como se joga? Deixemos explicar quem sabe. "Cada equipa tem quatro jogadoras que defendem e uma que ataca. O objetivo é que a ‘estrela’, ou seja, a atacante, tente ultrapassar a barreira defensiva adversária, de forma a marcar pontos", exemplificou a jogadora Ana Rita Marques, sublinhando: "Cada jogadora vale um ponto; por isso, se conseguirmos passar as quatro, somamos outros tantos pontos."
Expansão
Qualidade existe, ambição também; por isso, o futuro promete, pois Coimbra, Leiria e Algarve já têm equipas a dar os primeiros passos... de patins.
Jogo com Barcelona marcado por convívio e diversão
Para além do espírito competitivo inerente a cada desporto, o convívio e a diversão são também componentes bastante importantes para as jogadoras de Roller Derby. No último encontro, as equipas de Lisboa, ‘Troopers’ e ‘Girls’, uniram-se pela primeira vez para medirem forças com uma formação de Barcelona. A derrota portuguesa (100-206) foi o menos relevante, numa tarde que terminou em grande festa e com a certeza de que esta é uma modalidade que tem tudo para continuar a crescer em Portugal.