A pedalar é que a gente se entende

As três etapas que se seguem mostramos onde pode escolher, passear e arranjar este veículo de duas rodas.  

Escolher a sua “máquina”

Se estiver pelo Norte do país, vá à Go By Bike (1), em Braga, uma loja especializada que vende e aluga bicicletas. De entre os mais de 100 modelos, que vão das elétricas (a partir dos €1249)às dobráveis (começam em €229), escolha a menina com que quer passear. No Porto, a Patocycles (2) também é uma casa a visitar – lá pode comprar, por exemplo, uma Coluer 2015 Vintage a €266.

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Se não for pessoa para relações de longa duração, pode sempre optar por alugar uma bicicleta na Porto Rent a Bike (3). Tem seis tipos à escolha e o período de aluguer pode durar de umas horas a uma semana inteira (preços dos €4 aos €100).
Em Lisboa, na Doca de Alcântara, está a Fun Track Lisbon (4), uma loja que aluga bicicletas – entre €3/1h e €15/8h.

Ainda em Lisboa, há um café que, além de o servir, vende também bicicletas: o Velocité (5). É aqui que encontra algumas dos modelos mais bonitos da capital, com preços (e qualidade) elevados. Por exemplo, tem bicicletas da marca portuguesa Órbita a partir dos €219.

Junto ao Tejo tem outro negócio de venda de bicicletas, acessórios e peças, a Slow Fast Cycles (6). Se gosta de pedalar, mas espaço de arrumação é um problema, nesta casa encontra uma solução: o serviço Cycle Hotel, que consiste numa espécie de garagem para bicicletas.

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Já a sul, em Portimão, na G-Ride Concept Bike Store (7) há acessórios e vários modelos de bicicletas à venda (de BMX a pasteleiras). Sugerimos a Focus Arriba, para que não se vá abaixo nas subidas – custa €1099. A Bike Land (8), em Quarteira, é outro dos locais onde pode comprar e alugar os velocípedes (€4 a €40).
É na capital da Madeira que está estabelecida a Freeride Madeira (9), um dos melhores serviços de aluguer de bicicletas da ilha. Três ciclistas, com mais de dez anos de experiência, escolheram três modelos que podem ser seus durante uns tempos – tal como câmaras Go Pro –, entre €25 e €45 por dia.

Onde levá-la a passear

Uma excelente sugestão para escolher os seus percursos é o site www.ciclovia.pt (10). Criado por voluntários, este site é uma compilação de todas as ciclovias, ecopistas, ecovias e circuitos cicloturísticos de Portugal.
Pelo meio das centenas de quilómetros reunidos, há alguns itinerários que merecem destaque (e que pode levar sempre consigo, sem custos, fazendo download dos percursos).

A Norte, por exemplo, poderá fazer a ecopista da Linha do Corgo, um percurso que vai de Vila Real a Chaves, acompanhando uma linha de caminhos-de-ferro desativada. Outra sugestão: a ciclovia de Óbidos. Os seus 29 quilómetros unem a vila às duas maiores massas de água das redondezas, a lagoa de Óbidos e a albufeira do Arnóia.

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A zona de Sintra é mais dada à prática de BTT, mas a ciclovia de acesso às Azenhas do Mar é uma opção muito mais tranquila. Mar, areia e montanha são elementos que não faltam neste itinerário que foi concluído em 2009.
Se ainda não estiver cansado só de ler estas sugestões, gaste mais um bocado de fôlego enquanto lê algumas das propostas que se seguem.
Funcionando como uma espécie de agência para ciclistas, a Portugal Bike (11) tem 14 viagens, com níveis de exigência variados, por todo o país.
Para quem procura algo mais tranquilo e menos exigente há o Historic Towns in the North (€1940-€3120). Com início em Ponte da Barca e meta na vila de Monção, terá pela frente cerca de 133 quilómetros de caminho pouco acidentado. O alojamento durante os dias do percurso fica à responsabilidade da organização, que seleciona espaços em linha com o cariz da aventura.

Outra opção é o percurso History, Heritage & Coast (€1050-€2820). Explorando o melhor das praias do Oeste (a viagem começa em Fátima e acaba em Peniche), pedale durante cinco dias sem parar.

Dar umas afinações
Nesta fase, já com uns largos quilómetros de caminho pedalados, não se deve esquecer de cuidar da bicicleta que o transportou. Seja para olear uma corrente ou para apertar os travões, há vários sítios onde pode deixar a sua máquina nas mãos de quem sabe.

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Na BikeZone (12), no Porto, encontra assistência especializada (€15 a €60) para praticamente todas as marcas e modelos de bicicletas que existem no mercado.
A Velo Culture (13) é outra loja portuense (com filial em Lisboa) onde pode ver curadas as maleitas da sua bicicleta. Se for do tipo de pessoa que não têm medo de sujar as mãos, pode inscrever-se num dos cursos de mecânica que esta casa propõe – €25 a €210 as aulas de mecânica e €15 a mão de obra.

A sua bicicleta pode até ter sobrevivido ao último passeio, mas a cor ou o estilo de selim podem já não ter o mesmo charme. Quando isto acontecer sinta-se à vontade para ir à oficina Sub 954 (14). É no espaço de Tiago Pereira, o mentor deste projeto, que pode decorar a sua bicicleta com um novo conjunto de cores ou até com uma ilustração. Arranjos mais comuns também são cobertos.

Quando o seu veículo de duas rodas decidir empanar, procure pela Rcicla (15). Este espaço de curativos e remodelações é um dos mais recentes da cidade. A Slow Fast Cycle (16), também na capital, tem uma vertente curiosa deste género de serviço. No espaço da loja dedicado à manutenção de bicicletas vai encontrar uma equipa muito bem treinada que não hesita perante um pneu furado ou uma correia solta… pelo contrário, até o pode ensinar a conseguir resolver o problema sozinho.

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Ainda em Lisboa, há um “superserviço” que pode vir a salvar-lhe um dia menos sortudo. Seja um pneu furado ou um selim que deixou de funcionar, qualquer problema pode ser resolvido com a ajuda do Bicycle Repair Man (17). Este anjo da guarda dos veículos de duas rodas a pedais estará sempre a uma chamada de distância. Se os problemas do veículo não forem de arranjo rápido, ele leva-lhe a bicicleta para a oficina e só sai de lá quando ela estiver como nova.
Diogo Lopes e Sara Chaves

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