Quando foi lançado no mercado, em 2010, o DS3 não tinha ainda o estatuto que veio a ganhar posteriormente. As 390 mil unidades comercializadas, a carreira no Mundial de Ralis e a estratégia do grupo PSA acabaram por contribuir para posicionamento muito especial. Ele foi o primeiro de uma linhagem que acabaria por emancipar-se e nascer como marca autónoma. Aliás, a expansão da DS prevê a chegada nos próximos anos de cinco novos modelos – produzidos para o mercado global. Neste cenário, é natural a renovação do DS3, completando o rejuvenescimento da gama.
Em Portugal há hipótese de escolha entre 7 motores. Há 3 blocos de 3 cilindros gasolina; 2 motorizações de 4 cilindros gasolina e 2 motores diesel. O destaque vai para a entrada em cena do novo 1.2 gasolina de 130cv, mas a gama começa na versão de 82 cv. As versões cabrio têm menos opções na questão dos motores, algo que também é compreensível. As muitas hipóteses de personalização (há, por exemplo 78 combinações distintas nas cores tejadilho/carroçaria) e identidade muito própria são, afinal, peças-chave na afirmação deste citadino que até nasceu de interpretação... retro.
Cabrio tem visual muito próprio
A versão cabrio do DS3 é, também ela, exemplo de exclusividade. E, sublinha a marca, tem vantagens face à concorrência. O exemplo maior será o facto de a capota poder abrir até aos 120 km/h, juntando-se ainda o volume da bagageira – tem 245 litros e não sofre com a recolha da capota, uma vez que esta é mantida no exterior.
Performance justifica versão especial
Para reforçar as qualidades desportivas, a DS rebaixou o chassis desta versão em 15 mm, alargou as vias dianteira e traseira e montou travões com pinças específicas. O diferencial de deslizamento limitado (tipo Torsen) ajuda a maior motricidade e maneabilidade.
Naturalmente, o estilo da versão Performance inclui elementos distintivos para a restante gama. Bancos tipo bacquet, painel de instrumentos específico e painel de bordo com assinatura fazem a diferença no interior. O exterior ganha maior relevância com as jantes de 18’ e a dupla ponteira de escape.
Por Paulo Renato Soares