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Honda HR-V entra na luta dos SUV

Com chegada prevista a Portugal para o próximo mês de setembro, o novo HR-V define momento muito particular para a Honda. A marca nipónica renovou recentemente o Civic e o CR-V, lançou o desportivo Type R (já referenciado nesta revista), tem o utilitário Jazz pronto para iniciar carreira e há ainda o NSX para apresentar até ao final do ano.

Toda esta vitalidade não podia deixar de incluir um automóvel como o HR-V, que vai competir no muito ativo segmento dos SUV compactos. Apresentado à imprensa internacional no nosso país, com uma operação na região de Lisboa/Setúbal e Sintra que durou cerca de três semanas, o renovado HR-V abre nova geração de modelo que nasceu em 1999 e que teve aceitação muito positiva entre nós.

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A indústria automóvel evoluiu bastante nestes 16 anos e o HR-V é bom exemplo dessa evolução. A Honda avançou para uma proposta que procura aliar o estilo de um coupé à sugestão de robustez de um SUV e terá ganho aí a primeira etapa. O exercício estilístico é particularmente feliz (mesmo se existe sempre grande dose de subjetividade nestas apreciações), completado depois por interior funcional e onde pontuam soluções já utilizadas noutros modelos da marca nipónica e que determinam espaço interior acima da média.

Se lembrarmos ainda a capacidade da bagageira (470 litros) é possível compreender as previsões da Honda quando aponta que 70 por cento dos novos clientes do HR-V venham de outras marcas. "Oriundos da categoria dos monovolumes e dos ‘hatchbacks’ do segmento C." Curiosamente, o posicionamento escolhido pelo construtor nipónico definiu o Nissan Qashqai, o Mitsubishi ASX, o Opel Mokka ou o Mazda CX-3 como rivais. Estratégia abrangente, convenhamos.

Gasolina e diesel

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As dimensões do HR-V (4,3 metros de comprimento), a base que o sustenta, o "know how" da Honda e os motores escolhidos resultam num automóvel fácil de conduzir e capaz de uma ou outra incursão para lá do asfalto. Estão disponíveis versões gasolina (1.5 i-VTEC, com 130 cv) e diesel (1.6 i-DTEC com 120 cv), sendo que esta última deve motivar maior procura por parte dos clientes portugueses. As diferenças de preço (a versão gasolina custa menos €3.000) fazem-se através dos três níveis de equipamento, mas deve dizer-se que a versão de entrada já integra lista de "benesses" bastante completa.

Soluções com engenho

O espaço a bordo é um dos trunfos do HR-V e a Honda não deixa de o sublinhar, apontando as soluções escolhidas. A principal será a colocação do depósito de combustível em posição central no chassis, que vem libertar espaço entre os bancos traseiros. É assim possível acomodar o sistema de ‘bancos mágicos’ da Honda (igualmente presente noutros modelos da marca) e que pode ser rebatido a 60:40 ou adotar várias configurações incluindo a colocação na vertical da base dos bancos traseiros.

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Informação e multimédia

Apresentado pela primeira vez no renovado CR-V, o sistema Honda Connect é incluído de série a partir da versão intermédia de equipamento e baseia-se num ecrã tátil de 7 polegadas. Ali estão concentradas as informações sobre o veículo e o interface para dispositivos multimédia, onde não falta o ‘MirrorLink’ reflete o ecrã do dispositivo compatível ligado, permitindo o comando do ecrã por toque do tablier. Operado a partir do sistema Android, pode ser atualizado através de aplicações descarregadas no ‘app centre’ da marca.

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