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Conhecido como sendo a versão mais desportiva da Seat, o novo Ibiza Cupra não desilude. De visual renovado e com nova mecânica, o mais recente modelo da marca espanhola apresenta-se capaz e à medida das exigências, mostrando-se mais veloz e confortável para as aventuras do dia a dia, mas também para uma escapada mais aventureira num percurso mais sinuoso.
Naturalmente mais potente, com mais 12 CV em relação à sua anterior versão (passa de 180 para 192), mas com um consumo inferior (de 6,9l/100 km para 6,0), o Ibiza Cupra surge equipado com um motor 1.8 litros TSI, com uma caixa manual de seis velocidades, características que lhe permitem uma velocidade máxima de 235 km/h e fazer 6,7 segundos dos 0 aos 100 km/h. A ajudar à festa está a evolução a nível de binário (de 250 Nm para 320), assim como o maior intervalo nas relações, de 1450 rpm para uns impressionantes 4200.
Números que, evidentemente, se fazem sentir na experiência de condução, especialmente sea mesma for feita no modo Sport. Neste aspeto surge o ‘Cupra Drive Profile’, que através de um simples botão na consola central permite variar os mais diversos parâmetros: desde a direção, suspensão e até mesmo a resposta do acelerador. Neste âmbito, de destacar o diferencial XDS, que melhora a rodagem em curva, de modo a seguir uma trajetória mais ‘certeira’ e permitir que o condutor possa ‘abusar’ e ser mais agressivo na hora de abordar uma curva mais apertada. O carro agarra mais à estrada, com a traseira a deixar de fugir em demasia e a dar, desta forma, uma experiência de condução mais segura e, ao mesmo tempo, mais divertida.
Foi num desses cenários que testámos no novo Cupra e a experiência foi interessante. A Seat reservou-nos um pequeno traçado montanhoso – cerca de seis quilómetros –, no qual foi possível puxar o Cupra ao máximo, usando e abusando de todas as suas capacidades. Superou o teste, seja a nível de velocidade, reação à travagem e até mesmo nos momentos de curva, e deixou-nos, naturalmente, de água na boca a pedir uma nova ‘voltinha’. Não o fizemos, mas vontade não faltou…
Fábio Lima