A entrada da Seat no ‘campeonato’ dos SUV é momento histórico para a marca espanhola do grupo VW/Audi. O Ateca chega ao mercado nacional já no próximo fim de semana e tem missão de grande importância pela frente. Não só pela estreia numa categoria de automóveis que mantém enorme pujança no mercado europeu, mas também porque este modelo vai assumir-se como pilar da Seat, a par do Ibiza (utilitários) e do Leon (familiares compactos).
Sem surpresa, e porque as estratégias de grupo são essenciais, o Ateca foi construído a partir de plataforma comum à VW e à Audi (denominada MBQ) e que serve também o Leon. Mas desengane-se quem esteja a pensar que este novo modelo é, digamos, apenas o resultado de um processo de crescimento do familiar compacto. O Ateca é, de facto, maior, mais largo e tem, naturalmente, mais altura ao solo. Mas tem identidade própria, definida por exercício de estética que transmite sensação de pujança e preserva o espírito desportivo que há muito acompanha os modelos Seat
Rival
Sem surpresa, os responsáveis da marca espanhola assumem que o segmento é muito competitivo e tem vários concorrentes, mas o alvo é o... Nissan Qashqai. E como fazer para ganhar posição ao rival nipónico? A resposta da Seat é clara.
O Ateca distingue-se pelo espaço a bordo, tem boa posição de condução (mais elevada, como convém a um SUV)e reúne substancial conjunto de equipamentos de segurança e conforto que rivalizam com propostas eventualmente mais caras. O posicionamento de preços é, aliás, um dos argumentos do Ateca, aliados depois aos ‘mimos’ (botão start&stop; travão elétrico, sistema wireless para carregamento do telemóvel, ecrã tátil que reúne entretenimento e informação) e à escolha das motorizações – conhecidas do grupo VW/Audi.
O Ateca está disponível comtração dianteira, mas também há versões 4x4 e opção por caixa automática DSG. A aventura do SUV da Seat começa agora. Mas em breve haverá mais novidades. Vem aí um ‘crossover’.
Por Paulo Renato Soares