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Os conceitos SUV e ‘crossover’ podem ter muitos pontos em comum e são por vezes difíceis de distinguir, mas estão igualmente na primeira linha das escolhas dos consumidores europeus. E as marcas conhecem muito bem essas preferências, pelo que não surpreendem os constantes lançamentos. Veja-se o caso da Volvo, com o novo XC90. O modelo da marca sueca chegou ao mercado nacional a meio de 2015, está na lista de candidatos a ‘Crossover do Ano 2016’ e possui argumentos suficientes para marcar posição numa categoria cada vez mais aguerrida.
É verdade que o posicionamento ‘premium’ faz do XC90 um automóvel só ao alcance de algumas bolsas – a entrada na gama pode custar €60.000 –, mas o que está em causa é a interpretação do que pode ser um SUV. E este modelo, que estreia plataforma a utilizar pela Volvo em futuros automóveis, assume essa missão sem quaisquer reservas.
Tem pose de grande personalidade, linhas que sugerem pujança e robustez, tudo completado pela tecnologia incluída. A versão que tivemos oportunidade de conduzir ao longo de alguns dias servia-se de novo motor (Drive-E) diesel com 2.0 litros e 225 cv de potência, bem acompanhado por caixa automática de 8 velocidades e transmissão às 4 rodas. Os consumos ficaram algo acima dos anunciados 5,8 litros para o ciclo misto, mas pareceram perfeitamente lógicos para o que estava em causa. Afinal, o XC90 pesa mais de duas toneladas e esse é um pormenor a ter em atenção. Os interiores bem adaptados à lógica ‘premium’ e o muito equipamento de segurança e auxílio ao condutor foram trunfos evidentes.
Por Paulo Renato Soares