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Dito: «Enganei-me e marquei um grande golo ao Schumacher»

• Foto: Simão Filho / Record

- Como é que foi ser internacional A com 19 anos?

- Não serei o mais novo de sempre, mas fui dos mais novos de certeza, embora isso vale o que vale para a conversa. E atenção que fui à Seleção ao serviço do Sp. Braga! Se ainda hoje isso é muito complicado, como todos sabemos, as pessoas imaginam como era nos anos oitenta, altura em que a Seleção tinha só e quase em exclusivo os jogadores dos grandes.

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- Qual foi esse jogo?

- Foi um Israel-Portugal em que entrei ao intervalo a substituir o Humberto Coelho. Não me lembro bem do resultado. Tenho alguns pormenores e tenho a certeza que perdemos, mas acho que foi 3-1.

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- Na sua vida na Seleção, é preciso recordar aquele célebre jogo, com um belo golo, contra a Alemanha no Restelo…

- É verdade, nesse jogo enganei-me (risos) e marquei um grande golo ao Schumacher, um dos melhores guarda-redes da história do futebol. Ainda por cima, foi o golo da vitória. Ficou na história da minha carreira, pois foi a primeira vez que Portugal ganhou à Alemanha e logo com um golo meu. Na altura, o golo que foi mesmo muito bonito. Foi até destacado muito na Alemanha, em que o elegeram numa revista da especialidade como um dos melhores. Acho que ficou em segundo como o golo do mês. Mas por exemplo, nesse jogo em 1983 já estava o João Pinto, o Gomes, o Jaime Pacheco, o Lima Pereira e outros que depois fui encontrar no FC Porto, bem como vários que foram mais tarde meus companheiros no Benfica.

Por António Mendes
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