Na Turquia Hugo Almeida conheceu uma nova realidade cultural. No Besiktas encontrou um plantel recheado de portugueses que o ajudaram a adaptar-se aquela que seria a sua casa durante três anos e meio. Os problemas só surgiram nos últimos meses.
"Foi começar do zero com uma nova cultura e uma nova religião. Sempre procurei respeitar os costumes e isso ajudou-me a sempre nas adaptações. Depois no Besiktas tinha o apoio do Quaresma que já conhecia do FC Porto, e do Manuel Fernandes das seleções. Depois ainda havia o Simão, que não conhecia, mas é um grande jogador. O facto de estarmos ali todos permitiu-nos conviver mais", assinala o técnico adjunto dos sub-23 da Académica que destaca o protagonismo de Quaresma na Turquia: "Era mesmo o rei. A paixão dos turcos é fantástica, lembro-me que nós nem saímos muito pois éramos logo perseguidos por jornalistas e adeptos. Foram anos fantásticos em que, infelizmente, só vencemos a Taça da Turquia. Ainda hoje tenho lá seguidores que me convidam para ir lá. Lembro-me que fiquei a viver na parte asiática que era mais tranquila e ficava mais perto do centro de estágio".
No verão de 2014 tudo mudou. Hugo Almeida foi para o Mundial no Brasil sabendo que ia estar livre na maior montra do futebol mundial, uma situação o que o deixava descansado, mas num espaço de um mês sucederam-se vários azares. "Na seleção nacional rasguei logo o músculo no primeiro jogo com a Alemanha (0-4) e para mim a prova terminou aí. Entretanto, recebi uma proposta de um clube com o qual tinha tudo acordado mas primeiro tinham de tirar dois estrangeiros do plantel. Fui rejeitando outras propostas e, no último dia de mercado, disseram-me que não podia ficar", recorda o antigo avançado que acabou por rumar ao Cesena, de Itália, onde acabou por receber o convite para experimentar o futebol russo.