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Em entrevista a Record, ponta de 26 anos aborda ainda as rotinas e os objetivos de carreira
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Record – No seu jogo de estreia pela Seleção, Portugal perdeu por 11 contra a Alemanha, e, pelo que sabemos, houve uma palestra marcante...
DB – Não me lembro exatamente das palavras, mas lembro-me que foram motivadoras. Não foi nada para rebaixar, foi do tipo ‘o que aconteceu, aconteceu, temos de aprender com isto porque temos mais valor do que o que demonstrámos’. E depois, nessa qualificação, chegámos a fazer um jogo bastante competitivo com essa mesma Alemanha e empatámos com a Eslovénia logo a seguir, que é uma das melhores seleções do Mundo. Portanto, havia qualidade, mas faltava algo. Faltava carimbar a passagem para as fases finais, o que conseguimos.
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R – Gostamos sempre de saber uma ou outra história inédita dos nossos entrevistados. Por isso, tem aí alguma ‘no bolso’?
DB – Conto uma do Alfredo Quintana que é muito engraçada. Ele era o nosso DJ, era ele que escolhia a música e punha aquelas cubanas. Ele tinha o dom de trazer uma nova que acabava por ser a música do estágio, tipo aquela dos ‘menos ais, menos ais’ da Galp. No Europeu, estávamos a ouvir essa tal música e o míster chega ao balneário para dar a palestra e diz ‘ó Quintana, tira aí a música para eu falar’, e o Alfredo: ‘Ai não, espere, espere, deixe chegar ao refrão!’ (risos) O professor riu-se, deixou, ouvimos a música toda, ele tirou e o míster falou. Ou seja, aquela lata que ele tinha era incrível, eu não tinha coragem! Ainda bem que ouvimos aquilo, porque acabou por correr bem.
R – E quais os melhores momentos com o míster Paulo Pereira?
DB – Tenho de nomear todos os bons momentos que já passámos. Quando conseguimos o 6º lugar no Europeu, o 10º no Mundial… esse foi engraçado. Podíamos ter ficado em 11º, mas havia ali um nicho ‘de mercado’ para ficarmos em 10º, que era a Polónia empatar com a Alemanha, mas já ninguém estava muito preocupado com isso, porque já tínhamos feito o nosso trabalho. Uns estavam a ver televisão, outros a jogar PlayStation e eu estava sozinho no quarto a ver o jogo. Eles acabam mesmo por empatar, saio para o corredor para festejar e só lá estava o staff, nenhum jogador. Dei logo um abraço ao Paulo Jorge e só depois é que começaram a sair os outros, porque perceberam que o jogo tinha acabado empatado. Essa história aí no corredor é muito engraçada.
R – Como é a sua rotina?
DB – Contrariamente ao que toda a gente pensa, a maior parte dos jogadores dorme a sesta. Parece estranho, parece que vamos dormir, acordar cheios de sono e não vamos jogar nada, mas é exatamente o contrário. Os jogos são à noite, então se nos levantássemos cedo e tivéssemos um dia muito ativo, chegávamos lá moles. A minha rotina passa por levantar cedo, ir dar uma volta, ir a uma aula se houver, depois fazer o almoço, dormir a sesta de uma horinha, e depois, quando se acorda, já estamos com aquela força toda. Aí começa a concentração com música, ver novamente vídeos do adversário e já começar a pensar no que vamos fazer.
R – Em 64 jogos esta temporada, o Diogo marcou 204 golos. Mas houve partidas em que não marcou, o que é inaceitável...
DB – (risos) Podemos ver o copo meio cheio, se não marquei nesses, a média nos outros é muito maior! Faz parte. Somos pelo menos dois por posição e há uma gestão feita pelo treinador em função da carga com que cada um está e dos jogos que se avizinham.
R – Joga no FC Porto, joga na Seleção e estuda. É complicado conciliar tudo isto?
DB – Conciliar estes dois mundos não é fácil, mas não me posso queixar, porque são duas coisas de que gosto. Numa parte a engenharia e na outra o andebol. A minha família sempre me ajudou, ficou muito contente quando entrei para a universidade e incentivou-me para não largar. Tento dar o meu melhor nos dois mundos. É importante ter as prioridades bem definidas, e as minhas estão, com a família em primeiro lugar, depois o andebol e depois os estudos. Também tenho de dar uma palavra à Universidade do Minho, que tem uma cultura desportiva.
R – De que forma é que o apoio da Santa Casa o ajuda?
DB – Antes de mais, ajuda-nos a pagar as propinas, a adquirir material de que precisamos, e hoje sabe-se os esforços que as famílias fazem para terem um aluno a estudar. Depois gostamos sempre de ser valorizados e premiados. Sinto-me lisonjeado por ter merecido essa bolsa, porque quer dizer que dão valor a quem tem uma carreira dual.
R – Preferia ser medalha de bronze nos Jogos Olímpicos ou ser campeão do Mundo?
DB – Ui, boa questão. Se calhar medalha de bronze. Há um carinho especial por quem traz uma medalha olímpica. É um marco tão histórico. Ser campeão do Mundo ou da Europa seria incrível, mas essa medalhinha ia saber-me muito bem.
R – Saía de Tóquio com a medalha de ouro, mas tinha de terminar a carreira no dia seguinte. Aceitava?
DB – Assinava por baixo!
R – Ganhava todos os títulos até ao final da carreira, mas até lá as suas refeições seriam sempre um bife de frango com um arroz insonso. Como era?
DB – Eh pá!… Se calhar acabava a carreira um bocadinho antes do que desejo, mas aceitava e comia esse bife de frango com arroz sem sal.
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