Diogo Branquinho e os Jogos Olímpicos: «O Quintana vai lá estar connosco»

Ponta admite que uma medalha em Tóquio seria um sonho e um prémio perfeito para a Seleção e para... Alfredo Quintana

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• Foto: Stanko Gruden / kolektiff
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Record - O que aconteceu com Alfredo Quintana no início deste ano dá um significado especial a cada treino, a cada jogo, a cada troféu que conquiste daqui para a frente?

Diogo Branquinho – A tudo o resto! É um acontecimento que nunca vamos esquecer, o Alfredo vai estar sempre nos nossos corações. É um amigo muito próximo. Fizemos das fraquezas forças e viu-se bem a união do nosso clube e da Seleção. Parece que arranjámos ali mais um motivo para ganhar. Não foi só para dignificar o clube, dignificar a Seleção, valorizar a nossa carreira, foi ganhar por ele. Tinha de ser por ele e para ele, porque o Quintana merecia tanto ou mais estar nos Jogos Olímpicos do que nós. Mas ele vai estar connosco, na mente e no coração de todos nós.

R - Ele foi a primeira pessoa em quem pensou quando garantiram a qualificação para os Jogos Olímpicos, naquele final de jogo de loucos contra a França?

DB – Antes e depois. Primeiro na palestra e após o final do jogo. Primeiro houve aquela euforia natural, mais ou menos a pensar ‘mas o que é que está a acontecer aqui?’ Depois lá caímos na realidade e lembro-me que estávamos reunidos ao lado da baliza. Falámos disso… era um sentimento de injustiça para com ele, porque ele merecia estar ali connosco.

R - Aquele lance que dá o golo da vitória aconteceu muito rápido, mas acredito que para vocês tivesse parecido uma eternidade. Lembra-se do que pensou quando o Rui Silva pegou na bola e começou a correr em direção à baliza?

DB – Deu um bocadinho essa sensação, de o tempo não passar e ele nunca mais meter a bola lá dentro. A verdade é que estava muito difícil, mas nunca deixámos de acreditar. O Rui parece que sentiu ali qualquer coisa, porque ele pediu para defender naquela posição, estava mesmo a sentir. Ele fez uma coisa que não é habitual, que é sair da posição e ir intercetar quase a central, percorreu ainda uns metros, deixou o seu jogador sozinho e parece que a bola lhe caiu nas mãos. Mas não lhe caiu nas mãos, ele é que foi lá procurá-la. Mas pronto, caiu-lhe nas mãos, ele levou-a até ao final - tinha colegas ao lado, mas nem pensou em passar, o que é ótimo, mostra bem a coragem e garra -, e depois correu bem. O que também acho fascinante é que ele mal festejou, ele virou logo o chip. Apontou lá para cima e começou a correr para não sofrer golo…

R - Até porque podia ter corrido mal…

DB – Pois podia! Aquela não podia entrar mesmo. Eu nem sequer equacionei que tinha sido golo. Lembro-me de dizer para o árbitro que não era golo, e quando percebi que essa tinha sido a decisão, foi a loucura. Fomos festejar todos juntos e ainda nem acreditávamos bem no que estava a acontecer. Ficámos muito honrados a ter carimbado esta passagem e espero que a nossa campanha seja valorizada.

R - O Paulo Jorge Pereira vai fazer uma tatuagem e já nos prometeu que faz outra se conseguirem uma medalha. Junta-se a esta ou quer fazer outra promessa?

DB – Temos de ser contidos com as promessas (risos). A última palestra a seguir ao Mundial foi interessante porque estávamos todos com um ar chateado, porque pensávamos que podíamos ter ido mais longe na competição, mesmo tendo feito a melhor classificação de sempre. Isto já marca bem o que nós queremos e a ambição da malta que está agora na Seleção. E foi nessa palestra que surgiu, já não sei quem se lembrou disso, a ideia de fazermos todos uma tatuagem, até o doutor faz. O doutor tem… não sei precisar bem a idade, mas é o mais velho da comitiva. Ele lá disse que sim e no outro dia dei-lhe boleia de Coimbra e ele confessou-me: ‘E eu até sou contra as tatuagens, pá! Agora fui prometer aquilo.’ 

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