Teresa Portela: «Paris’2024? Não vivo obcecada...»
Canoísta fala do futuro e revela nomes de atletas que são referência
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RECORD -Que ambições ainda tem para a sua carreira na canoagem?
Teresa Portela - Não sei... Só o tempo o poderá dizer. Eu não vivo obcecada por conseguir certos resultados ou ir a não sei quantos Jogos Olímpicos ou certas competições. Não sinto isso. Vou fazer o meu caminho normalmente e só assim posso perceber se devo ou não continuar. O meu percurso até aqui tem sido assim e não faço grandes planos. Não vivo a pensar ‘Eu quero mesmo é ir ao Jogos de Paris em 2024...’. Não! Se tiver de ir, vou. Se não, tudo bem. Não vivo com essa ilusão de querer participar em muitos Jogos... Sinto que só o meu ritmo dirá o que vou ou não fazer no futuro. E se não conseguir continuar, ficarei muito tranquila, pois certamente estarei a fazer outra coisa de que goste muito.
R- Nem nunca pensou em estipular até que idade pode continuar a alinhar ao mais alto nível na canoagem? Acaba mesmo por ser passo a passo?
TP – Não, não tenho mesmo. Se por acaso não fosse aos Jogos Olímpicos de Tóquio e estivesse, sim, a desempenhar outra função nessa altura, eu estaria muito bem com isso. Claro que, como neste momento me dedico mais à canoagem, acabo por estar naturalmente mais entusiasmada com a modalidade. Mas, por exemplo, quando estive a estudar para os exames finais da osteopatia, fiquei muito entusiasmada com aquilo. Fico muito focada e empenhada. Vejo que me entusiasmo facilmente com aquilo que eu estou a fazer no momento. Se não for na canoagem, vou estar feliz noutra área qualquer. Por isso não vivo a pensar ‘quero ou sonho estar na canoagem ainda com 50 anos’ [risos]. Se isso, por acaso, acontecer, é porque acaba por ser o melhor. Se não, sem problema. Mas, claramente, não é algo que entre no pensamento.
«Nadal e Serena Williams são referências»
RECORD -Já esteve em vários Jogos Olímpicos e competições internacionais, como Europeus e Mundiais. Há alguma história curiosa que guarde ou algum momento em específico que a tenha marcado?
TP - Lembro-me que houve um grande entusiasmo pela presença nos primeiros Jogos (de Pequim). Foi uma experiência engraçada e tentava sempre conseguir fotografias com pessoas conhecidas. Tenho uma história peculiar na canoagem. Há uma atleta espanhola com um nome igual ao meu, Teresa Portela, e muitas vezes somos confundidas. Às vezes até confundimos as nossas classificações e resultados. E há pessoas que ainda pensam que só existe uma [risos].
RECORD - Mas há algum atleta que veja como um ídolo ou uma referência e o qual tenha conseguido conhecer?
TP – É assim, eu gosto muito de ténis. Se me cruzasse com o Rafael Nadal ou a Serena Williams, tentaria conseguir uma fotografia. Nunca os vi ao vivo, mas são referências.