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Diques do rio Mondego em risco de colapsar: «Se rebentar é uma bomba»

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, durante a visita às oficinas dos SMUTC, afetadas pela depressão Kristin.
• Foto: Paulo Novais/Lusa

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, anunciou na madrugada desta quarta-feira (11), em declarações à SIC Notícias, que os diques do rio Mondego estão à beira de um colapso.

"O risco é muito real. Já chove há 15 dias e estamos a falar de uma estrutura que já tem muitos anos e que tem sido muito pressionada. É muito provável que a Barragem da Aguieira não aguente e tenha de deitar mais água", explicou. Ana Abrunhosa garantiu, assim, que o "risco de rebentamento é elevado", mas "não se sabe onde". "Se um dique rebentar é como uma bomba", referiu citada pelo semanário 'Expresso'.

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A presidente esteve reunida de emergência na terça-feira com a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e com a ministra do Ambiente "que se juntou por telefone". Em declarações à SIC, esclareceu que "os limites da obra hidráulica foram atingidos", o que significa que "em termos teóricos, [o dique] já devia ter rebentado" e disse que só na terça-feira o rio Seira, que "desagua no rio Mondego", debitou "mil metros cúbicos [de água] por segundo". "Atingiu um caudal nunca antes visto", afirmou.

Tendo em vista a potencial destruição dos diques, a autarquia anunciou a evacuação de algumas localidades. Segundo Ana Abrunhosa, isso significa que cerca de três mil pessoas poderão ser retiradas das suas casas e lares. "Vamos evacuar São Martinho do Bispo, a zona do Cabouco, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila." Pela meia-noite era noticiado que já haviam sido evacuados três lares. 

Diques do rio Mondego em risco de colapsar: «Se rebentar é uma bomba»
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A presidente, que garante que "as populações foram avisadas", acrescentou ainda que há "autocarros" para transportar as pessoas mais afetadas e que quem quiser "pode levar os seus animais de estimação", mas que entretanto já houve "muitas pessoas" a sair "para casa de famílias". "Muitas famílias foram buscar os seus entes queridos."

Ana Abrunhosa adiantou ainda que o "vereador da Proteção Civil durante a tarde informou que [algumas] escolas serão encerradas [esta quarta-feira] por precaução".

A Proteção Civil registou 1.576 ocorrências até às 6h desta quarta-feira, mas sem vítimas mortais. Entre as ocorrências encontram-se inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro. Esta quarta-feira soube-se também que 31 pessoas tiveram de ser retiradas na Costa da Caparica devido a um deslizamento de terras.

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Por Sábado
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