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Operação Fénix: Advogado da firma de segurança coloca em causa certezas de Pinto da Costa

• Foto: Lusa

O advogado do sócio-gerente da SPDE, Eduardo Silva, defendeu esta quarta-feira que os serviços que Pinto da Costa alegou usar, para "criar um espaço de segurança" em algumas ocasiões, não eram necessariamente daquela empresa de segurança privada.

O presidente do FC Porto revelara da parte da manhã, na primeira sessão do julgamento da "Operação Fénix", em Guimarães, que, por vezes, era acompanhado por elementos da SPDE em situações em que se via envolvido por adeptos portistas e que tais seguranças acompanhavam, por vezes, membros do Governo com o mesmo fim, com Artur Marques a frisar que esses serviços não eram obrigatoriamente contratados à empresa.

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"[Pinto da Costa] disse que [utilizava os elementos da SPDE para criar um espaço de segurança] no sentido em que, tal e qual como outras pessoas, [esses elementos] prestam serviço a membros do Governo ou ao Governo", disse o responsável pela defesa de Eduardo Silva à saída do quartel dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, após a parte da tarde da sessão.

O advogado garantiu ainda que a "estratégia" de defesa de Eduardo Silva, que vai falar na sessão de quinta-feira, já está "delineada" e que tem a expectativa de que os demais arguidos confirmem a sua versão dos factos, apesar de não estar à espera disso.

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Acusado de 22 crimes, Eduardo Silva, atualmente em prisão preventiva, está indiciado de, a coberto da atuação legal da sociedade SPDE - Sociedade Privada e Vigilância em Eventos -, ter montado uma estrutura que, com recurso à força e à intimidação, lhe permitiu dominar a prestação de serviços de segurança em estabelecimentos de diversão noturna em vários pontos do país.

Antero Henrique, antigo administrador da SAD do FC Porto e outro dos 54 arguidos da "Operação Fénix, acusado de seis crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada, compareceu ao julgamento durante a tarde, mas remeteu-se ao silêncio

A "Operação Fénix", processo cuja acusação inclui ainda crimes de extorsão, coação, ofensa à integridade física qualificada, ofensas à integridade física grave, agravadas pelo resultado, tráfico, e favorecimento pessoal, tem 45 audiências agendadas até 1 de setembro, informou o juiz presidente do coletivo.

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Além de Eduardo Silva, há mais quatro arguidos em prisão preventiva, bem como outros nove em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica.

Por Lusa
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