O jornal Nascer do Sol tinha acabado de sair naquela manhã de 13 de julho com a notícia sobre as relações do ministro da Administração Interna (MAI) com um empreiteiro chamado João Carvalho, e já Luís Neves estava a convocar e receber no seu gabinete no Terreiro do Paço alguns jornalistas que habitualmente cobrem a área da Justiça.
O objetivo era prestar esclarecimentos de forma informal sobre a notícia de que o governante contratou para fazer obras no seu monte alentejano o empreiteiro e amigo João Carvalho, dono da empresa Construbarcelos, que ao mesmo tempo ganhava e executava contratos com a PJ (17 adjudicações, num total de €2,2 milhões), quando era diretor nacional.
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