Alguns dos atuais árbitros do quadro principal têm como único rendimento a arbitragem. São os casos de Vasco Santos, da AF Porto, e de Bruno Paixão, da AF Setúbal.
O 1.º árbitro declara mesmo como profissão “árbitro de futebol” enquanto o 2.º, engenheiro de formação, está desempregado há algum tempo. De resto, o quadro principal de árbitros apresenta toda uma panóplia de ofícios exercidos pelos homens que vemos de apito na boca nos jogos da 1.ª e 2.ª Ligas.
André Gralha, de Santarém, é empregado de armazém, e Bruno Esteves, de Setúbal, gestor de stocks. Artur Soares Dias, uma das grandes apostas da equipa de mentores da UEFA, é diretor de recursos humanos, e João Ferreira, que acaba a sua carreira, é oficial do Exército e até já esteve numa missão no Líbano.
Jorge Sousa, do Porto, é patrão de uma empresa de sucesso da zona de Lordelo com grande caudal de exportações para Itália, e Pedro Proença gere massas falidas. Rui Costa é professor de Educação Física, Marco Ferreira é bancário e Cosme Machado funcionário público. Nuno Almeida, do Algarve, é advogado, e Rui Silva, de Vila Real, declara-se economista. Olegário Benquerença, um dos veteranos, dedica-se ao ramo dos seguros.