Desemprego, situações profissionais precárias e divórcios são problemas comuns entre os árbitros portugueses. “São inúmeros os casos de árbitros que nos últimos tempos têm sido despedidos dos seus empregos porque a eles não se podem dedicar integralmente e que também se divorciaram”, revela Duarte Gomes, um dos mais mediáticos árbitros nacionais, objeto de interesse muitas vezes das revistas cor-de-rosa, como aconteceu recentemente aquando da separação do árbitro com a atriz Inês Simões.
“É evidente que as nossas vidas familiares se ressentem com o tempo que dedicamos à arbitragem, acontecendo muitas vezes que não há tempo para fazer férias no verão nem no Natal”, salienta. “Não somos feitos de ferro”, acrescenta quem aceitou dar a voz a uma situação que tem perturbado muitos árbitros e árbitros assistentes de 1.ª categoria.
“Não é possível contabilizar o que os árbitros têm sofrido do ponto de vista familiar e profissional com o facto de a arbitragem lhes absorver tanto tempo, mas é bom que se saiba que não estou a falar apenas de um, dois ou três casos”, remata Duarte Gomes.