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José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), reagiu esta quarta-feira às nomeações de Artur Soares Dias, dos auxiliares Rui Licínio e Paulo Soares e ainda de João Pinheiro (como vídeo-árbitro) para o Euro'2020, considerando que "a escolha da UEFA não pode deixar de ser entendida como um voto de confiança e um atestado de qualidade".
"Voto de confiança, claro, em Artur Soares Dias, Rui Licínio, Paulo Soares e João Pinheiro, mas também um sinal de que a qualidade da arbitragem portuguesa é apreciada por quem tem de escolher os melhores da Europa para as suas provas. Isto, de resto, tem sido notório nas últimas épocas, com o crescente número de árbitros internacionais, agora 36, o que nos coloca entre os 8 países do mundo com mais internacionais, e em quinto lugar a nível europeu. Para além disso, o número de nomeações internacionais também tem vindo a crescer ao longo dos anos, tendo atingido as 83 na época passada", afirmou, em declarações ao site da FPF.
Fontelas Gomes destacou também que "o crescimento dos árbitros portugueses" tem-se verificado "num ambiente quase sempre hostil". "As boas atuações são ignoradas e as falhas empoladas a um ponto que, mais do que prejudicar a arbitragem, atinge gravemente a credibilidade do futebol e das competições, como de resto se verifica pelo lamentável número de punições disciplinares", acrescentou.
O presidente do CA sublinhou ainda o "investimento que tem sido feito, ao longo de anos, pela Federação Portuguesa de Futebol, garantindo assim as condições de trabalho de excelência que são colocadas ao dispor dos árbitros".