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João Capela pediu uma maior "responsabilização" pelos comentários relativos ao futebol em Portugal. Durante a 1.ª conferência Bola Branca, o árbitro acrescentou que muitas dessas declarações são feitas por agentes sem conhecimento profundo do tema.
"Os árbitros tiveram de ter força policial nas últimas jornadas, mas nos outros anos já tinha acontecido. Não é possível haver sensibilização sem responsabilização. Vivemos numa sociedade em que dizemos tudo o que queremos. A maior parte dos comentários do futebol são feitos por pessoas sem conhecimento. Pessoas que aproveitam isso para se exporem ou para se valorizarem. Não pode ser qualquer pessoa a ser comentador desportivo. Eu não vou comentar a Lei de Bases nem vou ensinar a gerir um clube, porque não tenho conhecimento em gestão desportiva", começou por dizer Capela.
Ao fim do segundo ano de vídeo-árbitro em Portugal, o juiz fez uma espécie de balanço, frisando que "o avanço tecnológico não foi acompanhado por um avanço comportamental": "Arbitrar um jogo de futebol é muito mais complexo do que ver uma imagem parada. Tenho 22 jogadores, cada um com atitudes e experiências diferentes. A nossa função é tomar decisões. Tenho o VAR para os erros factuais, lances fáceis. Os lances mais polémicos, não só em Portugal, mas em todo o lado, são aqueles que são alvo de interpretação. O avanço tecnológico não foi acompanhado por um avanço comportamental. Ao fim de 20 anos de carreira, 10 de profissional, deram-me uma ferramenta nova a que me tive de adaptar. Tornou-se mais fácil na percepção para o adepto, porque acredita-se que o erro grave vai ser corrigido, mas complicou para o árbitro, na comunicação de equipa. Isto precisa de adaptação. Não tivemos a tecnologia na nossa formação como árbitro. A arbitragem precisa de serenidade."
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