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José Gomes, líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, já reagiu ao comunicado leonino, onde os responsáveis do clube de Alvalade prometem agir judicialmente contra todos os árbitros que prejudicaram o clube.
O responsável lamenta o facto de os árbitros voltarem a ser o alvo de um dos grandes do futebol português e lança uma questão - será que o Sporting também irá agir contra as más decisões diretivas ou mesmo contra os jogadores que falham golos?
"O Sporting gere a sua casa da forma que entender, mas o que é certo é que estas situações teriam de levar a abertura de processos a muito mais pessoas, mas pelos vistos querem ser pioneiros nestas coisas. Teriam de abrir processos à gestão do Sporting nos últimos anos, a jogadores que falharam grandes penalidades ou golos de baliza aberta ", revelou ao Record.
Questionado sobre se este documento da direção liderada por Bruno de Carvalho poderá condicionar Pedro Proença, árbitro que estará no grande clássico de domingo, entre Sporting e FC Porto, José Gomes foi claro: "Antes de mais importa referir que falar de UEFA e FIFA é estranho, porque estes organismos proibem este tipo de processos contra arbitragem, por isso não me parece que este seja o caminho. Em relação à equipa de arbitragem que estará no clássico, obviamente que não será condicionada por isto. É uma equipa experiente, com provas dadas e finais de campeonatos da Europa e de Liga dos Campeões. São pessoas que estão focadas na sua tarefa, que é arbitrar um jogo da melhor forma possível. Infelizmente fala-se muito de arbitragem em Portugal e pouco dos problemas que os clubes têm. Usa-se a arbitragem para camuflar as más decisões, más contratações e os fracos investimentos."
Estrangeiros não são solução
A terminar, tempo ainda para o líder da APAF assegurar que a solução para os problemas do futebol português não passam pelo recurso a árbitros estrangeiros, conforme revela o comunicado do emblema da Alvalade.
"Não nos sentimos minimamente afetados por isso. O que nos parece é que, pelos vistos, nenhum árbitro daria para apitar em Portugal. Por tudo o que se vai falando, parece que nem os estrangeiros. Eles têm as mesmas valências do que os árbitros portugueses, que ainda por cima têm sido reconhecidos pela UEFA e pela FIFA. Não me parece que seja uma solução, porque o erro irá sempre existir.", rematou.